Perto do luxo, vidas no lixo

Nas vias atrás do comércio do Pistão Sul de Taguatinga, dezenas de barracos abrigam famílias de catadores de lixo em situação degradante Reginaldo, nascido em Alagoas, está há muitos anos em Brasília. A pouca escolaridade é um obstáculo para conseguir uma boa vaga no mercado de trabalho. Ele foi pai, pela primeira vez, entre 16 e 17 anos — ele não se recorda exatamente quando foi. Hoje, aos 34 anos, tem 10 filhos. A caçula, pouco mais de um mês. Coletar material reciclável e contar com a generosidade das pessoas, que garante almoço ou jantar do catador de sucata e de dezenas de outras famílias. São mulheres, homens, crianças e jovens que vivem às margens das vias entre Taguatinga Sul e Águas Claras. Para amenizar as noites frias, alguns apelam para fogueiras, com restos de madeiras ou de papelão, ou seja, o que não é possível ser vendido. As casas, muito pequenas, foram erguidas com madeirite, papelão, restos de obras de uma área que vive em plena e...