Em maio, saudaremos os pretos-velhos

Chegamos à última semana de abril. A partir de segunda-feira próxima, entramos em contagem regressiva para a festa de Preto Velho — Adorê as almas! — uma das mais belas falanges da Umbanda. Ela é traz para mais perto de todos a relação com a nossa ancestralidade, com as tradições de matriz africana, que se traduz pelas diferentes origens dos pretos e preta velhas. Identificamos essas diferenças nos próprios nomes que eles assumem no terreiro: Maria Conga, Pai Benedito de Angola, Pai Guiné, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Maria da Bahia... São muitos e não saberíamos precisar — nem sabemos se é possível — quantos existem. Mas temos convicção de que eles estão nos terreiros de Umbanda, como referência de sabedoria, humildade, serenidade, magia, resignação, amor, caridade. Têm uma capacidade, como poucos de ouvir, e, para muitos, são os psicólogos da espiritualidade que colaboram para que as pessoas consigam superar as próprias dificuldades ou encarar, de forma diferen...