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Roda de Conversa propicia lazer e aprendizado

Moradores do Sol Nascente debatem com representantes da Ascap e do Convive a violência e seus impactos na saúde

RUAS SEM ILUMINAÇÃO. Tráfico e uso de drogas. Feminicídio. Agressões, estupros, pedófilos à solta. O cenário torna a vida de várias famílias um pesadelo. “A polícia só aparece se tiver sangue ou alguém morto. A ambulância só chega se a pessoa estiver desmaiada.” As reclamações, feitas por mulheres e homens são as mesmas. Um ou outro acrescenta mais detalhes, que reforçam os traços mais contundentes da dura realidade de quem mora no Setor Habitacional Sol Nascente.
Os desabafos, acompanhados de relatos dramáticos, foram feitos na primeira Roda de Conversa sobre violência e saúde, promovida pela Ação Social Caminheiros de Antônio de Pádua (Ascap) e o Comitê Nacional de Vítimas de Violência (Convive), na manhã de sábado (21/10). A maioria dos participantes eram mulheres, beneficiárias da cesta básica de alimentos, distribuídas mensalmente pela Ascap.

A Roda de Conversa foi dirigida pela coordenadora do Convive, Valéria de Velasco, e pelo subcoordenador, Marcelo. Ele reside na expansão do Setor O e é conhecedor da realidade local. Reconhece que ainda há muito a ser feito para que a criminalidade não seja um dos maiores problemas da população residente.

Embora tenham sido informados de que tanto a Ascap quanto o Convive são organizações não governamentais, ou seja, sem poder para definir políticas públicas, os participantes da Roda de Conversa pediram um encontro dos representantes das duas entidades no Sol Nascente. Para eles, é importante que mais pessoas façam relatos da situação de indigência em que vivem.

Esquecidos

 “Estamos esquecidos pelo governo”, afirmou seu João. Segundo ele, as luminárias públicas funcionam com energia solar. “À noite, não há iluminação, o que coloca todos em risco”, reclamou. Para seu João, o pior é pagar por um serviço não oferecido às famílias.

Cada um dos participantes fizeram relatos sobre como é viver em uma localidade muito violenta. Para algumas mulheres, depois das 18h o risco de sair à rua aumenta muito. As crianças não são poupadas do assédio de abusadores. Assim, elas não podem brincar fora do quintal para não ficarem expostas aos riscos da rua.

Um dos depoimentos mais emocionantes foi feito por Valquíria e Zuíla. Elas relataram o assassinato de uma jovem pelo marido. Depois de descobrir que a mulher não tinha ido para a casa da mãe, mas para outro local passear com o filho, o homem retornou à casa e a matou com 20 facadas. A frustração maior, tanto de Valquíria e Zuíla, quanto da família da vítima, é que o autor do feminicídio não ficou preso, não foi levado a julgamento e está em liberdade.

Apesar dos muitos dramas e queixas sobre violência, a primeira Roda de Conversa foi num clima muito sereno — quase uma terapia para quem não consegue ser ouvido e tratado com dignidade merecida pelo público, inclusive, pelos agentes de de segurança.

Saúde e alimentação

A Roda de Conversa foi precedida de palestra da enfermeira Ellen. Ela abordou aspectos da saúde e da alimentação, lembrando as propriedades nutricionais da comida  para o bem-estar físico das pessoas. Ellen tratou dos cuidados que as pessoas têm que ter no preparo das refeições.


Os adultos participaram do bate-papo com Ellen no salão principal da Ascap. As crianças se
divertiram com brinquedos na sala ao lado e ao ar livre. O casal Oscar e Jô armou um pula-pula na área externa. Sucesso total entre a meninada.

No encerramento, o subcoordenador do Convive, Marcelo, convidou a todos a darem depoimento sobre o que estavam levando para casa depois do encontro. Foi outro momento emocionante e que mostrou a importância da iniciativa da Ascap e do Convive. Por unanimidade, eles aprovaram o evento e se mostraram dispostos a participar de outros encontros. A maioria enfatizou o aprendizado adquirido com as palestras e com o debate sobre violência.

No encerramento do encontro, um momento de relaxamento da equipe da Ascap e dos participantes

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