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Caravana da ASCAP colabora com festa do Dia das Crianças em Águas Lindas

Festa do Dia das Crianças: no galpão do Posto de Assistência Espiritual Irmã Dulce, dezenas de pequeninos de todas as idades aguardavam a entrega de presentes

QUEM NÃO SE lembra da música “A Casa”, do saudoso mestre Vinícius de Moraes? "Era uma casa/ Muito engraçada/ Não tinha teto/ Não tinha nada/ Ninguém podia/ Entrar nela, não/ Porque na casa/ Não tinha chão". Ao fim, os versos garantem: "Mas era feita/ Com muito esmero/ Na Rua dos Bobos/ Número Zero.”
Em Águas Lindas, município de Goiás, distante pouco mais de 50km do centro de Brasília, fica uma casa humilde que, diferentemente da canção, tem paredes, teto, portas, janelas... Trata-se do Posto de Assistência Espírita Irmã Dulce, na Quadra 34, no Jardim Santa Lúcia. Ainda que a casa não tenha sido construída “com muito esmero”, há 3 anos, ela se transformou em referência de carinho e dedicação, “com muito esmero”, aos que pouco ou nada possuem, principalmente, às crianças.
Na quinta-feira, 12 de outubro — data consagrada aos pequeninos —, a Caravana da Ação Social Caminheiros de Antônio de Pádua, formada por diretores e voluntários, foi ao posto e, na bagagem, levou doces, brinquedos, além de muito carinho, para compartilhar com as quase 100 crianças homenageadas. Afinal, o dia era delas. A maioria, nascida em famílias muito pobres, passa por grandes dificuldades para sobreviver e as alegrias da infância são eventuais.
Carlos Holanda, coordenador do
Posto de Assistência Espiritual
Irmã Dulce, em Águas Lindas
O posto é coordenado de Carlos Holanda, 58 anos, e sua mulher, Sueli. O filho do casal, Wendley, é um dos colaboradores. A instituição é um dos vários braços da Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza (Sodeas), fundada, 30 anos atrás, em Taguatinga Sul. “Por semana, distribuímos 2 mil quilos de alimentos e mil pães, resultado de doações”, diz Carlos Holanda ao blogue dos Caminheiros. Ele recebeu os integrantes da Caravana da Ascap com fortes abraços e sorriso largo. Descontraído e esbanjando alegria com a casa lotada de crianças e adultos (a maioria é de  frequentadores e voluntários do posto).
Em meio à agitação, natural para um dia de festa, ele é firme ao dizer: “Para receber o donativo material, a pessoa precisa receber também o espiritual. Aqui é uma casa de tratamento”. O posto tem a missão de divulgar a doutrina Espírita. Mas não são apenas palestras. A instituição funciona nos fins de semana dá passes, oferece aulas às crianças e jovens. Dessa forma, contribui para a formação das pessoas.
Carlos Holanda é empresário, dono de um frigorífico, no Setor de Indústria de Ceilândia. Antes de chegar à Sociedade Auta de Souza, passou por várias experiências religiosas. Mas em nenhuma delas se sentiu confortável. Até que chegou, há 10 anos, ao espiritismo.
“Eu era ateu. Questionava o sofrimento das pessoas. Visitei a Igreja Católica e, depois a evangélica, onde falavam mais do demônio do que em Deus. Até que, depois de pesquisar, fui ao Auta de Souza e não sai mais.” E acrescenta: “Eu adoro  a Umbanda. No Ceará, tem uma casa umbandista, com a qual contribuímos muito.”
Hoje, o sonho de Carlos é conseguir, por meio da Prefeitura de Águas Lindas, uma área de 3 mil metros quadrados, para ampliar o Posto de Assistência Espírita Irmã Dulce. O espaço da  atual sede é insuficiente para a demanda crescente de pessoas que ali chegam em busca de assistência. Os poucos cômodos são pequenos para as aulas sobre a doutrina espírita, de auxílio aos alfabetizandos e para os passes espirituais. A cozinha também é pequena para a produção das refeições oferecidas aos domingos, quando as atividades transcorrem.
Voluntários em ação
Enquanto conversávamos em um dos cômodos da casa, voluntários e diretores da Ascap se dividiram: uns fizeram pinturas faciais nas crianças; outros foram auxiliar na cozinha. Até quem não tinha muita habilidade conseguiu dar vazão aos seus dotes artísticos. A meninada ficou encantada com o rosto pintado.
À medida que o tempo passava, aumentava a expectativa da criançada, ávida pelos presentes — elas tinha visto as embalagens e bolsas com brindes — ainda distantes das suas mãozinhas. No fundo do quintal, o galpão estava ornamentado por balões fixados nas paredes; cadeiras coloridas para os menores e bancos para os mais crescidos e adultos. Tudo alinhado. O cenário perfeito para festejar o Dia da Criança.
Os adultos ativos, entre as muitas tarefas para que tudo saísse perfeito, não se descuidaram dos pequeninos. Serviam água, refrigerante, sanduíche de cachorro quente, pipoca e outras iguarias.  Por volta das 10h, a meninada, em fila foi ocupando o galpão. Cada criança e adulto buscava o seu lugar para se sentar. Quando todos estavam acomodados e não paravam de falar, dona Sueli deu início a um exercício de relaxamento e, assim, baixar o grau de excitação da meninada.
A comemoração seguiu com breves discursos de representantes de outras instituições que lá estavam para colaborar e a distribuição de brinquedos, o momento mais aguardado, acompanhado de um bom lanche a todos.
Para os voluntários da Ascap, o Dia das Crianças também foi um momento especial. Por meio do grupo Caravana da instituição no WhatsApp, os depoimentos expressam a tamanha alegria de muitos que se dispuseram a compartilhar seu carinho com aquelas crianças:
"Gente foi maravilhoso! Foi ótimo estar com vocês e com todas as crianças. Uma manhã muito feliz e gratificante. Pintamos o sete literalmente." Suzana Rabelo, suplente do Conselho Fiscal da Ascap
"Agradeço  cada um de vocês, e em especial o Afonso que me convidou pra essa ação maravilhosa que vocês realizam. Meus parabéns. E mais uma vez obrigado por tudo."
Maikell Araújo, voluntário
"Show de bola pessoal! gratidão imensa a todos que participaram!"
Afonso Satas, voluntário


"Parabéns, Charles, por todas as doações que você fez para nossa caravana acontecer; a Marília, que fez o cachorro quente; a Rosane, pelos lindos crachás;ao Afonso pela doação das tintas, que foi essencial para o nosso trabalho; e a toda equipe que juntos fizeram um lindo trabalho com muita união." Wendley Rios, diretor de Eventos da Ascap e coordenador da Caravana

Integrantes da Caravana da Ascap: unidos, diretores e voluntários tornam real o slogan "Solidariedade é atitude"

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INTEGRANTES DA CARAVANA A ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS


Voluntários
Afonso Satas
Débora Câmara
Fernando Carvalho
Gabriela Riodouro
Grazielly Tavares
Jennifer Rabelo
Leandro
Maikell Araújo
Solon Dias
Sumara Canzi
Suzana Rabelo
Diretores da Ascap
Marília Pereira Ferreira
Matheus Nascimento
Rosane Garcia
Suzana Rabelo
Wendley Borges Rios

Perfil socioeconômico de Águas LindasCom 182.526 habitantes, Águas Lindas, em Goiás, faz parte da região do Entorno do Distrito Federal. O Produto Interno Bruto do município é de R$ 1,2 bilhão.O salário médio do trabalhador é de R$ 1,4 mil. Os equipamentos sociais bastante precários. A maior parte dos trabalhadores se desloca para trabalhar no Distrito Federal. Águas Lindas é conhecida como uma das cidades mais violentas do Entorno.Atualmente, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, uma boa parcela da população tem conseguido melhorar as condições de moradia. Mas as redes de saúde e de educação ainda são bastante precárias. 

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