PARCEIRO NA SOLIDARIEDADE

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Sem ilusões. Umbanda é doação

Engana-se aquele que supõe que ao vestir a roupa branca, se predispor a ser instrumento da espiritualidade e pisar no terreiro de umbanda terá todos os seus problemas materiais resolvidos e os sonhos realizados: dívidas pagas, casamento perfeito, o melhor emprego, ficará imune a acidentes, a doenças e as maledicências humanas...

Há quem questiona: “Então, qual é a vantagem de desenvolver a mediunidade?” Vantagem? Para começar, uma verdadeira casa de Umbanda não cobra pelo trabalho espiritual realizado. A opção por ser umbandista não é uma negociação voltada ao lucro. É decisão íntima, do coração, sustentada pela fé na espiritualidade. Nada tem a ver com barganha: “eu faço isso, em troca daquilo”.

Ser umbandista não é uma mudança para o país das maravilhas ou para a Terra do Nunca. Nada disso. O nosso curso na vida material, como espíritos encarnados, seguirá naturalmente. Cada um viverá o resultado de suas ações e escolhas. Colherá o que plantou: quem cultiva capim, não terá a mais doce maçã. A relação custo/benefício depende do caminho escolhido para conduzir a própria vida.

Como integrante do quadro mediúnico, a pessoa torna real a escolha pela Umbanda como forma de diálogo com o sagrado. Nosso Deus (Zambi) continuará sendo único, pois a Umbanda é monoteísta, embora reconheça as divindades — os orixás — em cada elemento da natureza e em todos os seres. Ou seja, tudo é sagrado. "Quando não reconhecemos em cada irmão um ser sagrado, estamos negando o sagrado que existe em nós mesmos."

Ser umbandista é doação voluntária — “dar de graça o que de graça recebeu”. É reconhecer o compromisso assumido com a espiritualidade, provavelmente antes de encarnar. É manifestação de solidariedade incondicional. É vibrar com as energias dos antepassados que usam o nosso corpo material para transmitir uma palavra de alento a quem sofre, um passe que alivia a dor ou o simples silêncio para ouvir quem precisa desabafar.

A força da espiritualidade é a luz que nos ilumina para que tenhamos mais clareza sobre a nossa essência e, assim, crescer e evoluir. No terreiro, chegam muitas pessoas cujos dramas parecem insuportáveis — talvez o sejam. Mas são exemplos que nos permitem enxergar o quanto nossas dificuldades são tão menores, e temos a vantagem de poder contar com as energias emanadas da espiritualidade para enfrentá-los.

Somo iguais e submetidos às mesmas ordens do universo. Nunca teremos nem mais nem menos do que merecemos. O sentimento de superioridade não passa de ilusão e trafega na contramão do sentido da Umbanda: “fazer ao outro aquilo que deseja para si”.

Ser umbandista é ser instrumento (médium, elo entre o material e o espiritual) para o diálogo com o sagrado em favor daqueles que buscam consolo para seus dramas no encontro com um caboclo, com um preto velho ou na alegria emanada por um erê (criança) — nosso encontro com a ancestralidade.  É reconhecer que é possível dar aos mentores espirituais a oportunidade de ofertar boas energias aos mais sofridos e desfrutar de um bem-estar interior indescritível.

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