Hoje tem homenagem a Santo Antônio

Todos os dias são importantes para os Caminheiros, mas, hoje, é especial. A partir das 19h30, vamos homenagear o patrono da casa, Santo Antônio de Pádua, comemorado, em todo o mundo, em 13 de junho. Além da prece, haverá distribuição de pães aos amigos e amigas que compartilharem da singela cerimônia, que ocorre, há 45 anos, na casa. Trata-se de momento em que agradecemos as graças recebidas pela interseção desse magnífico santo perante a Espiritualidade por todos nós.
Na religiosidade afro-brasileira, Santo Antônio de Pádua é sincretizado ora com Ogum, ora com Oxóssi.


 Essa pluralidade de associação é explicada pela própria vida do santo, que, ainda encarnado, produziu milagre, como a salvação do pai, que estava prestes a ser condenado por uma acusação leviana — por esse gesto, ele ficou conhecido como o santo das causas extremamente difíceis, e, para alguns, o santo das causas impossíveis. Foi reconhecido também pela capacidade de apontar caminhos à solução de dificuldades e de repetir o gesto de multiplicação dos pães para aplacar a fome dos necessitados. Nascido em uma família rica, ele trocou a fortuna, da qual seria herdeiro, para se dedicar à vocação de sacerdote, voltada ao trabalho com os mais humildes. A seguir, um pouco da história de Santo Antônio.

Segundo o site Povo de Aruanda (www.povodearuanda.wordpress), Santo Antônio de Pádua foi “um dos poucos encarnados onde comprovou-se o fenômeno de bilocação, e salvou o próprio pai da prisão. Estava ele pregando numa praça de Milão, quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo censurou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonra, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido”.
 

E acrescenta:
“Quando, no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele, com a crença que é o mensageiro das palavras do bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas, nos trabalhos de desobssessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.”


Primeiramente foi frade agostiniano no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos religiosos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. Em 1221, fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador, que o convidou também a pregar contra os albigenses em França. Foi transferido depois para Bolonha e, em seguida para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos.

A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo. António é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela coletânea de sermões escritos que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos aspetos das ciências profanas, referenciando-se em autoridades clássicas como Plínio, o Velho, Cícero, Séneca, Boécio, Galeno e Aristóteles, entre muitas outras.


O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica do seu tempo. Lecionou em universidades italianas e francesas e foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano. São Boaventura disse que ele possuía a ciência dos anjos. Hoje é visto como um dos grandes santos do Catolicismo, recebendo larga veneração e sendo o centro de rico folclore.

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