PARCEIRO NA SOLIDARIEDADE

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AVISO IMPORTANTE: LUTO

A direção do Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua informa que, devido ao falecimento de familiar de um dos médiuns da casa, cujo sepultamento ocorrerá, às 16h, deste domingo (10/4), no cemitério Campo da Esperança, não haverá desenvolvimento no período da tarde. A casa abrirá apenas para atendimento aos frequentadores, a partir das 19h.



Mensagem

Lamento e solidarizo-me com as irmãs que, nos últimos dias, despediram-se de entes queridos. Nas duas últimas semana, lágrimas banharam a face de três irmãs caminheiras de Santo Antônio de Pádua. A primeira foi Sueli, a segunda, Salvelina, e a terceira, Maria de Jesus. A três se despediram de pessoas queridas que embarcaram para o plano espiritual.  Trata-se de viagem certa e sabida desde o nascimento.  A cada dia que vivemos nos aproximamos da hora do embarque.
Somos lembrados — mas nem sempre damos a atenção merecida — que somos espíritos passando por uma experiência no plano material. Um dia voltaremos à casa de origem.

A bagagem é arrumada a cada  momento. Nossas atitudes, pensamentos e gestos são organizados, como objetos na valise que nos acompanhará na trajetória de retorno.  Alguns são mais leves, outros, mais pesados. Mas todos têm espaço certo. Não levamos tudo. Deixamos muita coisa para trás. São as lembranças guardadas por familiares, amigos, conhecidos e até por desafetos. São as obras que edificamos ou colaboramos para que sejam erguidas. É a imagem da mão estendida, ou do descaso com o próximo... 
Há uma infinidade de obras de arte e tralhas que guardam a nossa digital.
Não dizemos "adeus", mas  "até breve" aos que viajam mais cedo. Não sabemos quando, mas também faremos a mesma viagem de volta  ao etéreo.

Chorar é maneira grandiosa de nos despedirmos da pessoa amada. É expressão da saudade que sentiremos. O silêncio é dialogar com as nossas mais puras energias (pensamento e coração) com o ente querido. É jeito carinhoso de dizer-lhe o que, ao longo da convivência, não conseguimos verbalizar. Para uns, isso tudo é luto.  Oferecer o lenço a quem chora é ato solidário. Dividir a dor da separação momentânea, pela qual já passamos e enfrentaremos nesta jornada material.

Luto que deve ser respeitado, pois seria grosseiro interromper a conversa, sem motivo relevante, entre dois seres, ainda que um deles tenha alcançado a via da transcendência. Ou como ensina a filosofia africana ubuntu: encontrou o barqueiro para fazer a travessia do curso d'água que faz a fronteira entre os mundos material e espiritual.

Há muitas maneiras de encarar o que se convencionou chamar morte. A vida é infinita. A matéria, sim, é perecível. Não creio que Zambi nos tenha dado a vida e permitirá que tamanha dádiva possa se extinguir. Creio na vida terrena como oportunidade. 

Cada vida é singular, assim como a nossa digital. Trata-se de chance para que possamos conviver com os diferentes, que nos completam, ajudam a trilharmos os caminhos dessa viagem material e sempre estará conosco, seja nesse ou em outro plano. Propicia a vivência,  como processo de aprendizagem.

A mãe de Sueli, a amiga da Salvelina e companheiro de Maria de Jesus seguem vivos em dimensão transcendental, diferente da nossa. Não precisam da roupagem do corpo. Hoje, estão revestidos de energia etérea e inteligente e seguem, como todos nós, na busca do crescimento e da evolução. Aqui, ficamos com a saudade e a transformamos em preces (apelos ao sagrado) para que a nova jornada seja ao lado de grandes amigos da espiritualidade, muitos com os quais já convivemos.
Que Zambi contemple todos com a sua magnifica luz e os conduza aos melhores reinos. (Rosane)

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