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Justiça condena pastores por intolerância religiosa

A ialorixá Mãe Dedé não resistiu ao infarto, após passar uma
noite ouvindo as manifestações de ódio dos fundamentalistas
Umbandistas e candomblecistas têm sido alvo frequentes do discurso de ódio e do vandalismo patrocinados pelos evangélicos neopentecostais. Mas nem tudo está perdido. Na semana passada, informou o G1,  a Defensoria Pública do Estado da Bahia conseguiu  liminar com ação indenizatória por danos morais aos integrantes do Terreiro Oyá Denã, na cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador. De acordo com o órgão, o terreiro era alvo de inúmeros ataques de intolerância religiosa por parte de uma igreja evangélica construída há um ano em frente ao local.

Na ação judicial, a Defensoria argumenta, com base nos depoimentos dos integrantes do terreiro, que os pastores da igreja manifestavam intolerância religiosa. As afrontas resultaram na morte da ialorixá Mildreles Dias Ferreira, conhecida como Mãe Dedé, em junho deste ano. Ela não resistiu a um infarto, após uma noite de inteNsa manifestação de ódio promovida pelos ministros da igreja.

De acordo com a decisão judicial, cada réu deverá pagar a partir de R$ 2 mil de multa caso pratiquem atos de intolerância religiosa ou profiram qualquer ofensa ao terreiro. Além disso, conforme a Defensoria, caso a igreja não faça revestimento acústico em sua sede em até 30 dias e se abstenha de realizar culto fora das normas, os responsáveis deverão pagar multa a partir de R$ 5 mil por dia de atraso.

Para a Justiça, as práticas da igreja são apontadas como ofensivas e ocorriam com frequência, perturbando a livre manifestação religiosa do terreiro de Mãe Dedé,  o que indica também violação à liberdade de culto, assegurada pela Constituição Federal. "Além disso, a prática de intolerância religiosa revela-se atentatória ao direito das pessoas e ao funcionamento da sociedade", disse a Defensoria, em nota à imprensa. Conforme o órgão, o caso de intolerância religiosa foi o primeiro em que o órgão atuou no âmbito cível em Camaçari.
Fonte: G1

Comentários

creusa lins disse…
Apesar das pequenas multas aplicadas, foi um passo importante da cega Justiça brasileira. A onde estiver a Mãe Dedé está sorrindo, que a sua passagem não foi inútil. Fique em Paz.

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