Caminheiros de Santo Antônio: 44 anos de compromisso com a Umbanda


“Interessante, as pessoas saem daqui com um sorriso no rosto.” O comentário foi feito há poucos dias por uma gaúcha adepta da afrorreligiosidade que conheceu o Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. Médica, ela pratica sua fé em São Paulo e, há anos, se dedica à defesa dos direitos dos afrodescendentes do país. E completou: “Essa casa é muito linda e tem uma energia muito boa”.
 

Depoimentos semelhantes têm sido colhidos ao longo dos últimos 44 anos, completados hoje pelo Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. Em 10 de agosto de 1971, a casa nascia oficialmente no Distrito Federal, com a ata de fundação, reconhecida em cartório, publicada no Diário Oficial.

Fundada por Antônia Lins, já desencarnada, e pelo seu mentor Ogum da Floresta, os Caminheiros vêm escrevendo uma saga de luta e de fidelidade aos princípios da Umbanda. Hoje, a instituição é dirigida pela filha da fundadora, Creusa Lins, e reúne mais de 40 médiuns. Muitos passaram pela casa e, por contingências da vida, seguiram outros caminhos que os levaram para locais distantes ou foram para o plano espiritual, após cumprirem a missão que tinham neste planeta.


O princípio fundamental é estender as mãos aos que chegam em busca de ajuda, independentemente do credo, cor, raça, orientação sexual ou condição socioeconômica. O importante é aliviar a dor, a angústia, o sofrimento e permitir que de lá saiam sempre com um sorriso.


Cumprir o compromisso não é tarefa fácil. Mas as dificuldades são superadas pelo apoio da espiritualidade — caboclos, pretos velhos, crianças e exus — que, diuturnamente, emanam vibrações positivas aos que se lá aportam ou ali ficam para o cumprimento da missão espiritual que lhes foi destinada no plano astral.


Hoje é dia de festa e também de agradecimento a todos que têm colaborado, direta ou indiretamente, para que os Caminheiros prossigam na missão que lhe foi destinada pela egrégora que promoveu sua existência. 


É momento de dizer obrigado a Ogum a Floresta, o fundador; a Santo Antônio de Pádua, o padroeiro; aos guias, que fazem a interlocução com os que buscam o auxílio da espiritualidade; enfim, aos amigos e amigas presentes e que acompanham a trajetória da instituição. 


É dia de muito a agradecer a Zambi e a todos os orixás cujas energias fortalecem os Caminheiros para que tornem a Umbanda cada vez mais viva, prática de fé, de amadurecimento e evolução espiritual.
Viva os Caminheiros de Antônio de Pádua!
Viva a Umbanda!


Saiba mais sobre a história do centro 
 http://oscaminheiros.blogspot.com.br/p/40-anos-historia-dos-caminheiros.html
 

Comentários

Haia disse…
Sim, a cada ano, a cada dia, e a cada minuto, temos que sempre agradecer à espiritualidade maior por esta casa e eu diria além por este lar maravilhoso, pois é assim que me sinto todos os dias em que me encontro lá, podendo me doar e seguir com minha missão.
Agradecer pelos nossos irmãos de fé que sempre estão lá com uma palavra amiga, um aperto de mão, um abraço carinhoso; os Guias/mentores de luz que nos acolhem sempre, seja nos aconselhando, apaziguando a nossa dor, nos fortalecendo para que possamos prosseguir nossa caminhada, enfim, que Santo Antônio de Pádua, Zambi, Oxalá, e as 7 Linhas de Umbanda possa sempre abençoar e olhar por esta casa maravilhosa.

Parabéns ao Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua e que possamos comemorar muitos e muitos anos essa data tão especial!!

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