Caminheiros homenageiam Nanã, Oxum, Iemanjá e Iansã


Hoje é dia de festa. 

Hoje tem alegria na Casa de Antônio.
 

A partir das 19h30 deste domingo (7/12), todos os integrantes do centro, especialmente os médiuns, estarão com o pensamento e coração voltados aos orixás femininos do panteão da Umbanda: Nanã, Oxum, Iemanjá e Iansã. Vamos louvá-las e agradecer pelas muitas benesses alcançadas ao longo do ano. Sob o manto protetor dessas generosas mães, somos protegidos e ajudados a cada momento da nossa vida. 

Embora cada uma das iabás seja festejada em dias diferentes, ao longo do ano, por tradição, os Caminheiros homeneageia a todas na data consagrada a Oxum (8 de dezembro). Em 2014, antecipamos em um dia a comemoração.


Oxum é dona das cachoeiras, das águas doces dos rios. Ela emana o amor. É Oxum, doce, sensível, que verte lágrimas e emociona. É a senhora da fecundidade, fertilidade e da beleza, que acolhe os apelos daquelas que buscam na maternidade a sua realização feminina. A ela é atribuída à proteção das crianças. Chamada também de “senhora do ouro”, Oxum está associada à prosperidade e à riqueza. Daí, suas cores serem a azul e a dourada. Na Umbanda e na maioria das nações que inspiram as práticas religiosas de matriz africana, todos se curvam e a saúdam: Oraieiêu Mamãe! (Olha eu, mamãe!),uma reverência que se mistura a um apelo, para que as energias dessa mãe amorosa recaiam sobre cada um e por todos os caminhos onde se há de passar. Festejada em 8 de dezembro, suas cores são o azul e dourado.


Os Caminheiros saúdam Nanã, é o orixá mais velho, que no sincretismo está relacionada a Nossa Senhora Santana, avó de Jesus (Oxalá). Na natureza, Nanã senhora das chuvas, das águas paradas, dos pântanos. No panteão dos orixás, é ela quem cuida dos recém-desencarnados, também chamados de eguns. De acordo com as lendas, nada que for servido a Nanã pode ser cortado com lâminas de aço ou ferro. Ela é comemorada em 26 de julho. A sua cor é o roxo ou lilás. Salúba! Nanã
 

Iemanjá, a senhora dos mares é festejada em 2 de fevereiro. Ela é a mãe protetora, carinhosa. Nas religiões de matriz africana, é reconhecida também como Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá — reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade — e como Maria, em uma associação a Nossa Senhora dos Navegantes. Ela é a protetora dos que vivem no mar. Reserva-se, por tradição, o último dia do ano para saudar Iemanjá com flores, perfumes, joias em prata. Essa mãe generosa e abnegada é recebida com a saudação Odó (rio) iyá (mãe).

Por fim, homenageia-se Iansã, orixá que domina os raios e as tempestades, cuja força é transformadora da natureza e permite a renovação. Também reconhecida como Oyá, ela é guerreira, com um temperamento forte, o que explica a espada como um dos seus símbolos. Guardiã dos mortos, ela os ajuda na trajetória ao reino de Olorum. Iansã, pelo sincretismo está relacionada a Santa Bárbara, comemorada em 4 de dezembro. Saudação: Parrêi, Iansã.

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