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Um basta ao racismo


Na última quinta-feira (11/9), o jornal Correio Braziliense iniciou uma campanha contra o racismo (#racismonunca). A iniciativa foi motivada pelo aumento do número de denúncias formuladas pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Na capital da República tem muita gente que maltrata os negros e os agridem com palavras e atitudes, como se os afrodescendentes não fossem seres humanos.

Na prática, reproduzem comportamento idêntico ao da torcedora do Grêmio, time gaúcho, que comparou o goleiro Aranha, do Santos, a macaco. Em pleno século 21, essa violência contra os negros não faz mais sentido. Não existe nenhum dado científico que sequer insinue que os negros são seres inferiores aos brancos.Todos ― rigorosamente ― todos, são iguais.

Para os umbandistas e candomblecistas, essa campanha tem muita importância. Somos, com muita frequência, vítimas do preconceito e da intolerância religiosa, o que, na prática, não deixa de de ser uma manifestação de racismo. Ou seja, pertencemos à raça dos afrorreligiosos. Hoje, podemos e devemos ficar atentos a essas manifestações indígnas do ser humano e denunciá-las às autoridades.

Recentemente, o Colégio Marista foi condenado a indenizar uma ex-funcionária. A mulher foi demitida por causa de um boato que ela seria "macumbeira". Ela foi à Justiça, que acolheu os argumentos da escola de que ela foi dispensada por não ser boa funcionária. A Corte exigiu e o o estabelecimento de ensino apresentar provas que sustentassem a acusação que fazia contra a mulher. A funcionária tinha um bom tempo de casa e, se não era boa como sustentava a escola, por que não fora dispensada antes?

No Rio de Janeiro, um menino foi barrado na escola porque trazia pescoço fios de contas, como todo o iniciado no Candomblé. A atitude da escola provocou mais uma manifestação de líderes reliigos, no último dia 10, contra a intolerância religiosa. A escola não pode demitir ou barrar um estudante diante da sua opção religiosa, pois o Estado brasileiro é laico. Assim, todas as crenças são permitidas no Brasil.

Em Brasília, a denúncia pode ser por meio do número 156, opção 7 (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do DF). Se você quer ter a sua história publicada no jornal, escreva para cidades.df@dabr.com.br. Denúncias de ofensa à religião podem ser feitas para o Disque Direitos Humanos pelo telefone 100.

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