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Começa hoje o cadastro de pacientes com anemia falciforme


A Fundação Hemocentro de Brasília lança, hoje  (13/5), em parceria com a Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir-DF), a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal) e a Universidade de Brasília (UnB), o primeiro cadastramento de pessoas com Doença Falciforme. A partir do cadastramento vai ser possível identificar quem são, onde estão e quantas são as pessoas têm a doença.


Para o secretário da SEPIR-DF, Viridiano Custódio, “essa iniciativa é um passo importante para que se possa planejar e organizar políticas públicas para atender esta população que tem Anemia Falciforme”.

A  anemia falciforme é uma das doenças hereditárias mais comuns no mundo e sua mutuação teve origem no continente africano. No Brasil devido à grande presença de afrodescendentes, a incidência de nascidos vivos com a doença no país é de 1 caso em cada 1 mil habitantes.

Segundo o coordenador de hematologia do Distrito Federal, Dr. Alexandre, desde 2005 o teste do pezinho passou a ser obrigatório nos recém-nascidos, “esta é uma forma de se detectar a doença desde cedo. A anemia falciforme é a doença genética mais conhecida no Brasil.
Com esse cadastramento vai ser possível programar a compra de medicamentos, para que o paciente não fique sem atendimento”.

Hoje, o paciente com anemia falciforme é atendido até os 18 anos no Hospital da Criança, depois desta idade ele passa para os hospitais da rede de saúde. Atualmente, o Hospital da Criança atende 812 pacientes. Para a médica Isis Magalhães, diretora do HCB, “a idéia é que sejam criados ambulatórios de emergência e que uma rotina de atendimento as pessoas com Doença Falciforme”.
A diretora presidente do Hemocentro, Beatriz Mac Dowell explicou que existem dois desafios a serem cumpridos, “o primeiro, é conseguir trabalhar em rede na interlocução do hospital com a emergência e o segundo é trazer tratamentos inovadores para os adultos e que eles tenham menos complicações”.

O presidente da Abradfal, Elvis Silva, considera que é necessário um atendimento de urgência as pessoas com Doença Falciforme, “nós precisamos mostrar a estas pessoas que elas existem e que nós estamos trabalhando por elas e para elas”.

O cadastro vai ser feito em duas etapas. A primeira presencial no Hemocentro, a pessoa com Doença Falciforme terá os dados de identificação inseridos no sistema. Na segunda etapa, o médico Hematologista, acrescentará todas as informações importantes do paciente, após uma avaliação clínica, citando inclusive, as medicações que o paciente usa habitualmente.

Para o diretor executivo do Hemocentro, Vilaça, é preciso trazer as pessoas com Doença Falciforme para dentro do sistema de saúde, “esta população não tinha voz, nós temos que resgatá-los , eles precisam e merecem a nossa atenção”. A previsão do Hemocentro é que sejam cadastradas mais de 2, 5 mil pessoas com a Doença Falciforme no Distrito Federal.

ATENÇÃO
Data do cadastramento: de 13 de maio a 14 de junho
Local: Fundação Hemocentro de Brasília
Horário: de segunda a sexta-feira das 8h às 17h
Para facilitar o acesso, será garantido transporte aos pacientes, saindo da Rodoviária do Plano Piloto até o Hemocentro e do Hemocentro à Rodoviária do Plano Piloto.

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