Religiosidade afro-brasileira, além do Brasil


A prática da Umbanda e do Candomblé, tal como ocorre no Brasil, há muito ultrapassou as nossas fronteiras. Os terreiros já chegaram à Europa, aos países vizinhos da América Latina e têm grande número de adeptos nos Estados Unidos e em Portugal. O tema volta às páginas do blog graças a uma dúvida levantada por um irmão dos Caminheiros e que, possivelmente, deve povoar a cabeça de muitos de nós.

Em 2008, a revista IstoÉ trouxe uma grande reportagem sobre o tema (ver link abaixo) sobre o avanço da Umbanda e do Candomblé no Velho Continente. Mas não é somente na Alemanha, na França, na Áustria e na Suíça onde há terreiros. A maioria deles fazem adaptações para conquistar as comunidades e se adequar à legislação do país onde o terreiro está instalado.

Mas, se atravessarmos o Atlântico e chegarmos ao Benin (antigo Daomé), país africano, é possível encontrar os descendentes dos escravos que retornaram à África e formaram uma comunidade chamada Agudás (os escravos retornados). Eles falam francês, arranham no português e se sentem brasileiros. Entre os pratos prediletos dos Agudás estão a feijoada e o cozido, como são feitos no Brasil. Eles praticam o candomblé, em um ritual muito semelhante ao dos terreiros brasileiros.


Mas recentemente, tanto no Twitter quanto no G+, identificamos mensagens de dirigentes de terreiros na vizinha Venezuela. Um dos irmãos compartilhou com os Caminheiros a saudação e as homenagens a Oxóssi, festejado em 20 de janeiro. Na Alemanha, temos uma fiel seguidora dos Caminheiros. Ela interage com frequência nos espaços virtuais do centro. Ela é uma candomblecista que, embora esteja a milhares de quilômetros de distância, condena a intolerância religiosa verificada no Brasil. Solidariza-se com a luta dos terreiros de qualquer matriz africana por respeito e liberdade de culto.

Nos Estados Unidos, tem a irmã Geni. Ela iniciou o desenvolvimento mediúnico Umbanda dentro dos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. Levada pelas circunstâncias da vida para a terra do Tio Sam, ela buscou um espaço para continuar o desenvolvimento da sua mediunidade. Lá, encontrou uma casa umbandista, que tem, digamos, uma filial no Brasil. Os umbandistas americanos, quase todos os anos vêm ao Brasil para um encontro com os irmãos daqui.

  Para saber mais  

http://www.istoe.com.br/reportagens/1874_UMBANDA+E+CANDOMBLE+NA+EUROPA

Livro: Agudás, os “brasileiros” do Benim /MiltonGuran. — Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000

Comentários

Alvaro disse…
Vivendo e aprendendo. Obrigado.
Mas mesmo assim não justifica o Passaporte Especial.
Alvaro

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