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PERANTE AS TRAGÉDIAS

Tragédias partem os corações sensíveis. Elas causam um despertamento brusco quanto a efemeridade da existência, tantas vezes no auge da juventude. Quem não sofre vendo a vida extinguir-se quando tudo era alegria, beleza, potencial de conhecimento?

A fé espírita traz conhecimento racional e consolador, mostrando por que ninguém é vítima nesses processos de "retorno para casa". Todos reencarnam com uma programação que ajudará a corrigir seu passado construindo um novo futuro, possuindo a rota básica que deverão traçar para que sejam levados a vencer. Dentre os detalhes previstos na programação pré-encarnatória está também o tipo e tempo da morte.

Ninguém desencarna por acaso ou antes da hora, exceto no caso de suicídio. Cabe dizer que a irresponsabilidade, a imprudência, o descaso, o egoísmo dos que direta e indiretamente causam as tragédias, serão cobrados destes quando for a hora. Disse Jesus que o escândalo haveria de vir (ele sabia que erraríamos), mas lembrou que "ai daquele" através do qual o mal acontecer, mesmo que este mal seja aproveitado como expiação e provas para outrem. Ninguém escapa impune da balança divina da justiça.

Nas mortes coletivas sentimos vibratoriamente o sofrimento moral gerado por tantas pessoas, é o que mais choca. E tantas vezes somos impedidos pela visão imediatista da existência, esquecendo da sua transitoriedade - ninguém precisa ficar feliz com a morte, mas é importante compreendê-la como parte da vida.

Os que morrem nesses momentos, escolheram a viagem coletiva pela semelhança de expiações e de provas, sabiam que isso ocorreria e mais ou menos a época quando ocorreria. Recordam-se que um dos membros do grupo Mamonas Assassinas, na véspera do voo que matou todos eles, falou em vídeo familiar "sonhei com a queda de um avião"? Ninguém é jogado às portas da morte despreparado. É uma viagem que sabemos que iremos fazer, ainda que a consciência do corpo físico abafe tal noção a fim de não fazer sofrer desnecessariamente.

O Espiritismo diz em O Livro dos Espíritos, questão 737, que os flagelos destruidores atingem a humanidade para fazê-la progredir. Como ainda não aprendemos a fazer nosso progresso sem dor, ela, quando vem, nos ensina a corrigir os erros. Um flagelo como o de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, repercutirá em mais acompanhamentos dos pais, mais cuidado dos jovens, mais treinamento dos seguranças, mais responsabilidade dos empresários, mais fiscalização da lei... não precisava ser assim, mas do mal nasce o bem e todos os que deram sua vida por isso serão beneficiados espiritualmente nos resultados positivos posteriores.

Quanto a questão do que leva às mortes coletivas, o que não se explica em uma vida tem sempre motivação em outra. A lei de causa e efeito retorna aquilo que semeamos, como colheita inevitável. Não significa dizer que quem desencarna de tal ou qual modo é melhor ou pior espiritualmente. De modo algum. Todos somos aprendizes das leis divinas.

O maior problema desse tipo de situação é a forma como os desencarnantes despreparados para a transição ao estado espiritual reagem e como ficam os entes queridos desesperados pela "perda". Para ambos, nossa maior caridade é a prece.

No caso dos desencarnantes, muitos bons espíritos organizam-se para recebê-los, procurando adormecê-los e/ou acalmá-los para que sejam mais rapidamente desligados e levados para hospitais na erraticidade; quanto mais moralizados e conscientes da realidade espiritual, mais fácil ocorre esse processo. No caso dos parentes e amigos, o pior que podem sentir é desespero, falta de resignação, ódio dos causadores e outros desequilíbrios.

Lágrimas e saudades não são ruins, o problema é sempre o que as motiva. Imaginem-se na posição de quem teve que viajar sem poder despedir-se, recebendo emails, cartas, sms`s, recados de pessoas a quem amam e que dizem "por quê?!" em prantos que vocês, por hora, não podem consolar. Por isso o consolo da prece e da certeza de não sermos vítimas nem do acaso nem de um Deus injusto, é tão importante, foco de fortalecimento desses que sofrem com a razão dos que amam.

Não é possível fazer um estudo desses em textos curtos, procuramos abordar sob um ponto de vista complementar do que já se tem divulgado a esse respeito das tragédias coletivas. Se têm fé, é a hora de usá-la. Deus nunca sai do comando e conhece tudo sobre tudo. A morte é transição, a vida é imortal, a lei é de causa e efeito, reencarnação,justiça, amor e caridade.

Recomendamos:

Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras
http://espirito.org.br/portal/codificacao/es/es-05.html#Heading49

Desencarnações Coletivas (Emmanuel)
http://www.febnet.org.br/blog/geral/movimento-espirita/desencarnacoes-coletivas-emmanuel/

A tragédia do circo de Niterói (1961)
http://www.oconsolador.com.br/39/gerson_simoes_monteiro.html

Confiemos na Justiça de Deus enquanto mudamos o mundo mudando como lidamos com o mundo. Paz em seus corações.

Comentários

creusa disse…
Quantos por quês. Por que aquele pai não deixou que a sua filha fôsse àquela festa? Por que aquela moça mudou de rumo e resolveu parar naquela festa? Por que aquela faísca alcançou o teto? Por que um irmão foi à festa e o outro preferiu ficar em casa quando sempre saiam juntos? Por que aquele filho foi trabalhar na festa no lugar da mãe? Só a fé pode nos responder.

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