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O que é a prece frente às tragédias e à vida?



Rezar pelos irmãos que desencarnaram e por seus familiares é a expressão maior de solidariedade

Da Redação 

O que é a prece?  Para os espíritas e no entendimento de várias outras práticas religiosas, trata-se de uma conversa íntima com Deus e com a Espiritualidade. A força da prece está diretamente associada à fé, à sinceridade, enfim, aos sentimentos mais puros de quem procura contato com o divino. Em mensagem psicografada pelo saudoso Chico Xavier, o espírito Andre Luiz lembra que foi o próprio Jesus (Oxalá, para os umbandistas) quem nos recomendou orar. Essa recomendação consta do Evangelho de São Marcos (XI:24): “Por isso vos digo: todas as coisas que vós pedirdes orando, credes que haveis de ter, e que assim vos sucederá”.

No último domingo, dia 27, o Brasil e o mundo (sem exageros) ficaram consternados com o episódio na boate Kiss, na cidade gaúcha de Santa Maria. O incêndio na casa noturnal provocou o desencarne de mais duas centenas de jovens e deixou mais de 100 em estado grave, com risco de morte. Nesses momentos de profunda e indescritível dor, é que a maioria das pessoas volta o pensamento a Deus ou a Espiritualidade Maior para buscar forças. Não há outra forma de atrair essa energia revigorante a não ser por meio da prece. Isso ocorre de maneira solitária, em grupo ou em cerimônias religiosas.

Ensina-nos Andre Luiz: “A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores”.

E prossegue esse magnífico espírito de luz: “Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder. Os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que  cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se gradativamente, em foco radiante de energias da Divindade”.

Não será dessa energia renovadora que carecem os jovens que tiveram a vida ceifada tão precocemente? Essa não será a necessidade maior dos familiares, parentes e amigos que não compreendem a morte como o renascer em outro plano, o espiritual?

Apesar da distância que nos separa da tragédia de Santa Maria, sentimos ou pelo menos imaginamos a dor daquelas famílias. Boa parte delas acabou ali, calcinada pela chama incontrolável ou foi sufocada até perecer pela fumaça tóxica. Desencarnaram os jovens e muitas outras pessoas que não estavam na boate. Vivas no plano material, elas se sentem mortas pela perda, mesmo que momentânea, dos seus mais amados entes, os filhos.

Uma das maiores expressões de solidariedade se traduz na prece que podemos elevar em benefício tanto dos jovens que partiram quanto dos seus familiares é a prece, para que eles possam ser envolvidos pela energia vivificante emanada da bondade divina e da Espiritualidade Maior. Não nos é dado poder de “ressuscitar os mortos”, recuar no tempo e evitarmos as tragédias que se somam diariamente àquela de Santa Maria. Mas nos é permitido elevar preces em favor de todos que amargam uma tristeza profunda para que reencontrem energias suficientes e possam enxergar, mesmo na adversidade, a bondade de Deus.

“Assim é que orar em nosso favor é atrair a Força Divina para a restauração de nossas forças humanas, e orar a benefício dos outros ou ajudá-los, através da energia magnética, à disposição de todos os espíritos que desejem realmente servir, será sempre assegurar-lhes as melhores possibilidades de autorreajustamento”,  explica Andre Luis. Ele acrescenta que ao orar é preciso compreender que “o amor consola, instrui, ameniza, levanta, recupera e redime”.

Se, na maioria das vezes, nos falta capacidade para compreender os motivos dessas tragédias que espalham imensurável sofrimento, então é preciso lembrar, completa Andre Luis, que “todos estamos condicionados à justiça a que voluntariamente nos rendemos, perante à Vida Eterna, justiça que preceitua, conforme os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja dado isso ou aquilo a cada um segundo as suas próprias obras, cabendo-nos recordar que as obras felizes ou menos felizes podem ser fruto de nossa orientação todos os dias e, por isso mesmo, todos os dias será possível alterar o rumo de nosso próprio roteiro”.



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