Vândalos destroem estátua de Iemanjá na Praia da Barra

 
É a quarta vez que monumento sofre depredação desde que foi inaugurado, em 1973

Bernardo Moura
com o leitor Paulo Roberto Freitas - oglobo.com.br


Rio de Janeiro - Os pescadores da Barra da Tijuca estão se sentindo desprotegidos nos últimos dias. Na madrugada da última quarta-feira, a estátua de Iemanjá que adornava uma parte do quebra-mar foi destruída a pedradas por vândalos. O leitor Paulo Roberto Freitas, que costuma passar pelo local, percebeu a estátua quebrada e enviou a foto para o Eu-repórter. A Associação de Pescadores da Barra da Tijuca disse já ter encomendado uma nova imagem para o mesmo local. Sem muita surpresa, o presidente da colônia, Luiz Carlos Araújo, disse que é a quarta vez que a estátua é destruída desde sua inauguração, em 1973.

- Essa que foi destruída estava ali há quatro meses. Já trocamos várias vezes, mas, de madrugada, tem gente que vem e quebra - afirma ele, que não descarta a possibilidade da ação ser motivada por intolerância religiosa.

Para o pescador, a falta de policiamento no quebra-mar favorece a ação criminosa:

- Tem muita gente estranha que vem para cá à noite, não dá para saber. São grupos de jovens que bebem demais e podem ter vandalizado a estátua. Mas também pode ser obra de um grupo religioso que não gosta de Iemanjá. Não posso acusar ninguém.

Sensibilizados com os pescadores, a Subprefeitura de Barra e Jacarepaguá e o Grupo Ofarerê pretendem contribuir para evitar que a nova imagem de Iemanjá seja novamente alvo de vândalos. Ismael Evangelista, líder do Ofarerê, quer instalar no local uma estátua de dois metros de altura em fibra de vidro.

- O atentado pode ter sido motivado por intolerância religiosa, sim. Essa estátua existe há tempos ali, mas ganhou visibilidade após a comemoração do Dia de Iemanjá que fizemos lá este ano. Isso pode ter chamado a atenção de vândalos - suspeita Evangelista.

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