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Caminheiros festejam Oxóssi neste domingo

Saiba mais sobre Oxóssi:

Oxóssi, o orixá da mata, da caça e da fartura, comemorado em 20 de janeiro, será festejado neste domingo (22) pelos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. Muitas são as lendas que falam das virtudes de Oxóssi, um dos orixás mais populares do país tanto nos terreiros de Umbanda quanto nos de Candomblé. Atribui-se a ele a força das florestas, com toda a riqueza da flora e da fauna. A fartura viria da sua prodigiosa capacidade de caçar e distribuir o alimento.

Mas a habilidade de Oxóssi em caçar não significa apenas a obtenção da carne para o alimento do corpo, mas a busca pelo conhecimento. Ele desvenda os mistérios da ciência, dos novos espaços e distribui sabedoria. Das folhas, ele compartilha as essências para a cura dos males do espírito e do corpo. A todas esses dons, agregam-se os sentimentos de alegria, a liberdade, limitadas apenas pelo respeito e pelo amor ao outro e ao sagrado. Em síntese, Oxóssi é o cientista e o doutrinar, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fe quanto do saber da espiritualidade. Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material

Pelo sincretismo religioso, Oxóssi está associado a São Sebastião, no Rio de Janeiro, e a São Jorge, na Bahia. Na santeria cubana, ele é representa o orixá da flecha infálivel. Esse é o mesmo entendimento na Umbanda e no Candomblé, praticados no Brasil. Esse poder sobrenatura se consolidou por meio de uma das muitas lendas existentes sobre Oxóssi. De acordo com uma das estórias, um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como muitos outros. Mas ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros caçadores haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto “o caçador de uma flecha só”.

Com a diáspora negra — o tráfico de negros africanos para serem escravos no Brasil e outros países —, o culto a Oxóssi, praticado na região de Ketu, praticamente desapareceu. Os poucos africanos que sobreviveram no cativeiro preservaram a tradição e o culto se manteve em terras brasileiras e em Cuba.

Na Umbanda, o verde é a cor de Oxóssi, uma referência ao tom dominante da floresta. Assim, ele é também patrono dos caboclos, que têm a floresta como referência de espaço no plano terrestre, e é uma das falanges mais conceituadas na Umbanda. Entre os objetos relacionados a essse orixá estão as peças de vestuário em couro, o arco e a flecha (o ofá, em iorubá), o ferro, além de penas e sementes.

Ao abrir seu calendário de homenagens aos orixás por Oxóssi, os Caminheiros curvam-se a esse magnânimo mensageiro da Espiritualidade Maior para que derrame sobre todos as energias da sabedoria, da fé ilimitada na bondade de Oxalá, da fatura nos lares e alegria em poder cumprir e partilhar com dignidade a missão mediúnica dentro da Umbanda Sagrada.

O dia consagrado a Oxóssi é a quinta-feira.
Suas cores são o verde, o vermelho e o azul claro.
Data comemorativa: 20 de janeiro.

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