Intolerância religiosa contra escola na Bahia

Na semana dedicada à luta pela eliminação do racismo, o Ministério Público da Bahia decide notificar a Secretaria de Educação de Camaçari e apure as denúncias de prática de intolerância religiosa contra a Escola Municipal Zumbi dos Palmares. A instituição de ensino infantil, resultado de um convênio entre a prefeitura e um terreiro de candomblé, foi inaugurada há um mês e tem capacidade para atender 100 crianças.
Mas, desde a inauguração, um grupo de evangélicos e moradores do bairro se reúnem em frente à escola com faixas e Bíblicas pedindo o seu fechamento. Espalharam pela comunidade que as crianças vão começar a desaparecer. Promoverm reuniões com carros de som e chegam a ir até as casas dos pais e professores para que deixem o estabelecimento de ensino.
O líder evangélico Arailton Rodrigo Rodrigues se recusou a atender a imprensal baiana. Mas, em seu blog, informa que o movimento não tem conotação religiosa e sim socioambiental. Segundo ele, a área da escola foi contaminada por resíduos tóxicos do Polo Petroquímico de Camaçari em 2006. No entanto, a Centrel, empresa responsável pela limpeza e monitoramento, a região foi descontaminada.
A promotora da Coordenadoria de Combate ao Racismo, Márcia Virgens, garante que as agressões configuram-se prática de intolerância religiosa. "Vamos ouvir os envolvidos, inclusive os acusados, e apurar os fatos", avisou a promotora, que recomendou à Prefeitura de Camaçari que coiba essas ações com rigor.
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