Crise na Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília

Mudanças nas regras eleitorais para a escolha da nova direção da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno (Feucabe) teriam provocado um racha na instituição. Nesta quarta-feira, foi divulgada uma carta à comunidade afrorreligiosa de Brasília e Entorno, assinada por Michael Laiso Félix e Luiz Alves, integrantes da Chapa 2, em oposição à Chapa 1, que tem o apoio da atual presidente Marinalva.

A disputa, marcada para 28 de novembro último, foi adiada para 19 de dezembro e, em seguida, para 30 de janeiro de 2011. A sucessivas alterações provocaram indignação nos integrantes da Chapa 2. A situação se agravou diante da resistência dos atuais dirigentes de promoverem a eleição em um ponto central de Brasília, o que poderia atrair maior número de dirigentes de terreiros de Umbanda e Candomblé e, assim, reforçar a legitimidade dos escolhidos para representar os interesses e direitos das casas religiosas de matriz africana.
De acordo com a carta divulgada, hoje, a Federação está inadimplente com os órgãos governamentais, "por falhas na prestação de contas" e na gestão de projetos.
A crise contamina a credibilidade da instituição e coloca, mais uma vez, em xeque a seriedade dos representantes dos terreiros de Umbanda e Candomblé de Brasília e do Entorno. A dificuldade toma uma dimensão ainda maior quando umbandistas e candomblecistas enfrentam a insana perseguição de neopentecostais, a omissão e a discriminação dos sucessivos governos locais.
Um eventual impasse que prolongue a crise revelada na carta divulgada à opinião pública não prejudica apenas a imagem da Feucabe, mas expande-se por todas as casas, que correm o risco de ser mais deconsideradas pelo poder público e de consolidar uma imagem irreal diante da sociedade brasiliense e do Entorno.

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