Como posso ajudar?

Há cerca de uma semana, o nosso blog traz, na coluna da direita, notícias relacionadas a Ceilândia, cidade que abriga os Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. As informações são dos veículos de comunicação e nada têm a ver com a doutrina espírita ou umbandista. Os temas estão relacionados ao cotidiano da cidade, da vida terrena. Então, vamos encontrar notícias que abordam a política local, a violência, enfim, os dramas de uma cidade.
Se nada têm a ver com espiritismo ou Umbanda, por que essas informações estão no blog? Essa seria uma pergunta que naturalmente alguém poderia fazer. Mas o objetivo é fazer uma provocação a todos que acessam o blog. Espíritas, umbandistas, ou não, têm tudo a ver com essa realidade que está nas ruas. Se esses fatos incomodam a todos e estão distantes do que pregamos, o que então poderemos fazer para mudá-los?
Assim, voltamos a uma postagem recente e que abordou o tema "Reforma íntima", muito bem explorado pelo primeiro grupo de estudo dos Caminheiros. Na apresentação dos trabalhos, os irmãos destacaram a importância de o nosso comportamento refletir os ensinamentos que aprendemos durante os momentos de estudo sobre o espiritismo e a Umbanda. Esse seria um dos passos que teríamos que dar no processo de reforma íntima. A mudança de atitude frente à realidade é fundamental para que sejamos capazes de produzir uma reforma interior e também influenciar o que está a nossa volta.
Não basta ver como irmão aqueles que estão ou vão aos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. É importante que nos coloquemos como instrumento também para melhorar as condições materiais e espirituais daqueles que nem sequer conhecem a Casa. É essencial que usemos dos conhecimentos acumulados na doutrina e nos estudos sobre o espiritismo e a Umbanda para intervir na comunidade em que estamos inseridos.
Dessa forma, conseguiremos fazer com que a nossa fé na Espiritualidade Maior ultrapasse os limites dos muros que delimitam a área dos Caminheiros e passe a ter efeito sobre as outras pessoas. É um processo lento, cujo impacto pode parecer imperceptível, mas que tem um poder transformador da realidade que nos chega por meio dos veículos de comunicações e que podemos tomar conhecimento a partir da leitura dessas informações que margeiam o nosso blog.
A forma de intervir nessa realidade que nos assusta pode ocorrer de muitas formas. Às vezes, basta que sejamos gentis com os vizinhos, com um desconhecido que pede informação, auxiliando um idoso na travessia de uma rua, cedendo o lugar no ônibus a uma senhora mais velha ou ajudando alguém que carrega uma bolsa pesada. Dividir o pão que torna a nossa mesa farta. Quem sabe dar um copo de água a quem apenas quer saciar a sede? Ou menos: parar por alguns instantes e apenas ouvir um desabafo.
Podemos ainda colaborar com as atividades da Ação Social dos Caminheiros para que sejamos reconhecidos como uma Casa que exercita a solidariedade em relação aos menos favorecidos social e economicamente. Há tantas formas de ajudar que é impossível citar todas, mesmo porque é difícil saber quais seriam as melhores.
Porém não podemos fechar os olhos e ficarmos alheios ao que ocorre ao nosso redor. Se não conhecermos bem onde estamos, jamais saberemos como intervir e produzir reformas “íntimas” ou externas que favoreçam o nosso crescimento espiritual e daqueles que nos rodeiam.
Pense, veja como você pode auxiliar, repetindo o gesto tão comum dentro dos Caminheiros que é o de estender as mãos aos que precisam de ajuda, e ser também um protagonista das mudanças que todos desejamos para a construção de um ambiente, de uma comunidade, de uma sociedade melhor.

Comentários

creusa braga disse…
Precisamos nos vigiar para que possamos olhar para o nosso semelhante com o interesse daqueles que amam. Só isso já bastaria para nos humanizar.

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