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Umbanda é luz, paz, fé e amor

"Espiritismo há só um, o de Kardec e mais nenhum." Está aqui uma afirmação que incomoda muito. Por que a Umbanda e outras religiões de matriz africana, cujos integrantes estabelecem contato com os espíritos, são excluídas do que se convencionou chamar de espiritismo?

Belas mensagens são repassadas pelos espíritos que honram a Umbanda com sua presença nos terreiros. São caboclos, pretos-velhos e exús, cuja sabedoria são lenitivos para as aflições e têm o poder de restabelecer o equilíbrio emocional e espiritual das pessoas. Esses espíritos chegam aos terreiros de Umbanda e grande parte deles também se faz presente nas "mesas" das comunhões espíritas que pautam seus trabalhos nos ensinamentos de Kardec.


Avalio que a fronteira entre exclusão e preconceito/discriminação é muito tênue a ponto de ser imperceptível. Haveria, portanto, um grande equívoco na afirmativa que fora dos ensinamentos de Kardec nada mais é espiritismo. Essa delimitação contradiz os próprios ensinamentos de Kardec. Diferentemente do que afirmam seus seguidores, ele nunca pregou a exclusão e reconhecia todos como espíritos em transição pelo mundo material para o resgate de suas dívidas cármicas. Uns mais e outros menos esclarecidos. Mas todos com o mesmo grau de importância no processo de evolução, embora com missões diferenciadas. Não há como se reconhecer o bem, quando não se provou do mal. Da mesma forma que não se sabe o que é luz, quando não se passou pelo escuro.


Hoje há um embate claro entre umbandistas e candomblecistas com os neopentecostais que demonizam as práticas de matriz africana. Mas não há como negar que a mesma postura discriminatória é adotada pelos que se dizem espíritas e tentam diminuir as mesmas práticas apenas por que elas não ocorrem nos espaços que supõem ser os únicos capazes de estabelecer comunicação com a espiritualidade. Se somos tão diferentes e inferiores, por que vivemos no mesmo plano material? Antes de mais nada somos espíritos em busca de evolução e não nenhuma maneira uniforme dela ser alcançada. Os caminhos são inúmeros e eles só existem pela vontade de Deus.


Há, portanto, necessidade de uma revisão dessa afirmativa para evitar que mais um sofisma, como tantos outros, justifique atitudes discriminatórias ou preconceituosas. E é amparados em falsos conceitos que os grupos entram em conflito e adotam procedimentos distantes ou inadequados aos ensinamenos divinos. Na tentativa de se apoderar da verdade, corre-se o risco de ter a visão comprometida e resvalar por caminho oposto ao pretendido. Ou seja, em vez de avançar, retrocede-se na escala que supomos ser de evolução.


A Umbanda é luz, paz, fé e amor. Permite que estabeleçamos uma relação de aprendizado com a espiritualidade e possamos avançar na compreensão do nosso papel como espíritos encarnados no plano material.

Comentários

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Um gde Abraço

Mara Tozatto
creusalins disse…
A autora foi muito feliz em enfatizar o preconceito do movimento kardecista em relação à Umbanda. É lamentável essa postura que em nada lembra os ensinamentos dos trabalhadores de luz. Desmerecer a Umbanda como um passo importante no processo evolutivo desses irmãos. O momento é de reflexão por parte daqueles que conduzem o movimento kardecista. É lamentável termos perdido a oportuniade de elegar um representante do movimento espírita na Câmara dos Deputados. O deputado Átila Nunes Neto seria a nossa voz, inclusive kardecistas, no Congresso.
soninha. disse…
Em primeiro lugar, o Espiritismo não é de Kardec e sim dos Espíirtos. Kardec foi convidado pela Espiritualidade Superior a realizar um trabalho científico, disciplinado e exaustivo acerca das informações que eram trazidas pelos Espíritos e assim codificar a Doutrina.

Nós sabemos o quanto ele trabalhou na elaboração de O Livro dos Espíritos, confrontando tantas e tantas respostas às suas questões, que eram feitas nas mais diversas partes do mundo, através de muitos e muitos médiuns diferentes.

A Doutrina Espírita foi codificada por ele mas não lhe pertence, muito embora haja interpretações suas em algumas colocações feitas pelos Espíritos. Interpretações todos nós podemos fazer.

Participei de uma reunião de cura na Comunhão Espírita de Brasília onde uma médium relatava tudo que estava se passando na sala, e ela disse que havia vários pretos velhos, caboclos etc. Portanto, se não houvesse respeito e consideração dos espíritas para com a Umbanda eu penso que ela poderia "esquecer" este detalhe tão importante e nem citaria, citando apenas a presença de Dr. Bezerra de Menezes ,Dr. Dias da Cruz, Irmã Scheila que também se faziam presentes na reunião.

Se há desconsideração é de uma minoria insignificante e eu considero perda de tempo se levar em consideração tal atitude.

Muita paz a todos.

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