PARCEIRO NA SOLIDARIEDADE

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Salve as pretas e pretos velhos. Domingo, é dia de festa

Neste domingo (16/5), a partir das 19h30, os Caminheiros de Santo Antônio de Pádua estarão homenageando a falange de Pretos Velhos, tradicionalmente comemorada em 13 de maio. A data foi consagrada a partir da assinatura da Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil.
Os Pretos Velhos estão associados aos espíritos dos escravos que foram martirizados nas senzalas, vítimas das atrocidades dos feitores das grandes fazendas. Esses homens e mulheres se confortavam na fé inabalável em Deus. Muitos deles, após o desencarne, tornaram-se espíritos elevados, de grande sabedoria e humildade. Hoje, eles chegam aos terreiros como expressão da generosidade. Acolhem com carinho incondicional e têm sempre uma palavra de conforto diante do sofrimento, das amarguras e ansiedades.
Dentro da doutrina da Umbanda Sagrada, os Pretos Velhos estão ligados aos sentimentos de alegria, pureza, fortaleza, atividade e sabedoria. Reforçam a esperança e suas vibrações contagiam as pessoas e o ambiente com tranqüilidade e harmonia. Os Pretos Velhos também são mestres na manipulação das ervas, dos banhos e de outros elementos da natureza que buscar a harmonização das energias das pessoas.
É para essa magnífica falange que os Caminheiros estarão, neste domingo, direcionando seus pensamentos, seja para agradecer, seja para pedir que intercedam diante de Deus e da Espiritualidade Maior por todos nós.

Salve todos os pretos e pretas velhas!


AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO.

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e... Foram sete.
A Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;
A Segunda... A esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;
A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;
A Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;
A Quinta... Chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo;
A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;
A Sétima... Como foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.

Comentários

Anônimo disse…
Infelizmente os Pretos e Pretas Velhas tem chorado muito...

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