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Crime e associação leviana

A imagem de um menino com mais de 50 agulhas dentro corpo estarreceu o país ao longo da última semana. Como tantas agulhas foram ingeridas pela criança e se alojaram em áreas letais? Após o estarrecimento coletivo, veio a revolta. As investigações policiais concluíram que o padrasto e a amante eram os responsáveis por tamanha barbaridade. O homem admitiu que premeditou o ato criminoso e atribuiu o gesto à magia praticada pela sua amante. Confessou que pretendia impor profunda dor à mãe da criança.

Alguns veículos de comunicação atribuiram a violência à magia negra. Outros chegaram associar o crime à prática de cultos de matriz africana. Enfim, referiam-se aos rituais de Umbanda ou de Candomblé.  Essa não é a primeira vez que tais associações ocorrem. Quaisquer atos insanos são remetidos às bruxarias, que, por sua vez, estariam vinculadas as práticas umbandistas ou candomblecistas.
Assim, o episódio do menino, por mais repudiável que seja, permite esclarecer os rituais de Umbanda e Candomblé, em hipótese alguma, atentam contra a vida humana. A Umbanda, em especial, não aceita qualquer sacrifício que implique a eliminação da vida humana nem sequer de animais.
Noticiários equivocados e sustentados em declarações inverídicas conspiram contra as religiões de matriz africana e acabam por favorecer o criminoso, como se ele agisse induzido por outros forças, que não a sua índole criminosa, expressão de desvios de comportamento e de caráter.
As associações irresponsáveis são recorrentes e se prestam a municiar os discursos e as práticas de intolerância religiosa. Mascaram um preconceito contra os praticantes das religiões afrodescendentes. Impingem nódoas à doutrina espírita, que preza a vida, a harmonia entre os seres e a paz entre os homens.
O repugnável fato reforça a exigência feita a todos os praticantes das religiões de matriz africana que reflitam sobre o seu comportamento frente à uma sociedade crítica e ainda tomada pelo preconceito e pela discriminação. Impõe um repensar sobre a conduta e a obrigação cada vez maior de dedicação ao estudo da doutrina, a fim de ter argumentos para rebater as insidiosas e levianas associações, cujo objetivo é desqualificar a Umbanda e todos os seus praticantes. E isso não pode ser aceito.

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