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Rio de Janeiro festejará os 101 anos da Umbanda

Em 16 de novembro,um dia depois das comemorações da Proclamação da República, os umbandistas do Rio de Janeiro irão festejar os 101 anos da Umbanda. A solenidade será, às 18h, no Palácio Tiradentes na Assembléia Legislativa.
O convite aos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua foi enviado pelo deputado Átila Nunes, que há 61 anos mantém no ar o programa Melodias de Terreiro. A iniciativa é mais um marco no enfrentamento da intolerância religiosa. Não são poucos os terreiros e casas de candomblé agredidas pelos neopentecostais. A maioria deles comparam umbandistas e candomblecistas ao demônio e tentam assim desqualificar as religiões de matriz africana.
Celebrar os 101 anos da Umbanda em uma casa legislativa, como a do Rio de Janeiro, é uma forma de externar o reconhecimento da prática religiosa por milhões de brasileiros. Segundo o deputado Átila Nunes, "ao mesmo tempo, marcaremos mais uma vez posição em defesa de nossa fé contra as agressões e o preconceito irracional de fanáticos religiosos".
A onda de intolerância contra umbandistas e candomblecistas não é um fenômeno recente. Durante o Estado Novo - governo de Getúlio Vargas, na década de 1930 - a perseguição se dava pela polícia. Os terreiros eram invadidos e os seguidores presos. Nenhum terreiro poderia funcionar, com mediana tranquilidade, sem que fosse registrado. Ou seja, a prática religiosa estava atrelada à autorização policial. Em 1939, no entanto, foi fundada a primeira federação brasileira dos centros umbandistas.
Mas a Umbanda, em princípio, fundada, em 1908, pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, guia espiritual de Zélio de Moraes, um jovem de 17 anos que se preparava para ingressar na Marinha, não ganhou o mesmo status das outras religiões espíritas. Havia, como ainda existe hoje, uma enorme carga de preconceito contra os negros, que se estendia às religiões de matriz africana.
Atualmente, quando as comunidades se organizam para comemorar os 101 anos da Umbanda, as cerimônias são uma forma de enfrentamento da discriminação racial. É uma maneira de colocar em discussão a falsa democracia étnica e desnudar o racismo que, lamentavelmente, permeia as relações religiosas, sociais e econômicas de um país, cujo povo tem como expressão maior a miscigenação. Salve a Umbanda e todos os seus terreiros, espaços sagrados de aceitação e de fé de todos os irmãos, independentemente da raça, cor, credo ou condição socioeconômica.


Mais informações sobre as comemorações dos 101 anos da Umbanda:
deputadoatilanunes@emdefesadaumbanda.com.br
http://www.radiomelodiasdeterreiro.com.br/

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