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Doença mental ou mediunidade?

Por Fabiana Honorato
Fonte: Jornal A Tribuna

Enquanto a ciência busca a cura da esquizofrenia, alvo do apelo social da novela Caminho das Índias, uma parcela significativa da Medicina estuda a influência da mediunidade no desenvolvimento de doenças mentais. Muitos médicos acreditam que manifestações espirituais podem ser rotuladas como distúrbios.

Presidente da Associação Médico-Espírita (AME) de Santos, o otorrino Ricardo Sallum afirma que muitos distúrbios sérios são decorrentes de uma faculdade humana que, de acordo com Allan Kardec (1804/1869), permite o intercâmbio com a vida espiritual. "Há pessoas que ouvem coisas, que têm a clariaudiência, faculdade com a qual nasceram. Muitas se acostumam com as vozes, outras ficam perturbadas".

Segundo ele, esse dom humano é mais forte até os 7 anos, quando muitas crianças veem (vidência) ou ouvem coisas por conta de uma sensibilidade maior. Também pode surgir tardiamente, em qualquer época da vida ou próximo do que o Espiritismo chama de desencarne, ou seja, a morte. "Umas pessoas são mais para-raios que outras, mas ainda não sabemos como isso ocorre".

A inexistência de um aparelho que capte o corpo espiritual (perispírito) e a necessidade de evidências fazem a psiquiatria ortodoxa rotular muitas das manifestações mediúnicas como alucinações. Para o otorrino, a resistência da Medicina em acreditar em algo intangível pode levar a diagnósticos distorcidos. "Muitas pessoas estão ou estiveram em manicómios, taxadas de loucas, por apresentarem distúrbio mediúnico. A mediunidade que a pessoa tem e não sabe pode levar a problemas sérios", advertiu.

O presidente da AME-Santos reconhece que a Medicina já avançou, ao admitir a espiritualidade, mas afirma que, enquanto não se acreditar na existência do espírito, muitos males físicos e mentais permanecerão sem diagnóstico e consequente tratamento. A propósito, cita que as experiências de quase morte (EQMs) são a prova inequívoca da existência do espírito.

Ouvindo relatos de pacientes com mediunidade desenvolvida, Sallum salientou a importância da religiosidade para lidar com essa faculdade sem adoecer. Acreditar e praticar uma religião pode ser um freio para manifestações espirituais perturbadoras."Na religião, a pessoa pode encontrar respostas para o que vê ou ouve. No espiritismo, muitas trabalham a mediunidade e depois dão vazão a ela, ajudando a si próprias e, se possível a outras pessoas".

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