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Princípios umbandistas contra a ira neopentecostal

Horas depois de publicarmos matéria do jornal O Dia on line dando conta que um pastor e um policial foram denunciados ao Ministério Público por invadir um terreiro de Umbanda, no Rio de Janeiro, um leitor do blog, que se identifica como pastor, postou um comentário inocentado os acusados e se revelou um crítico das religiões de matriz africana. A mesma mensagem também foi mandada para o jornal do Dia.
A princípio parece uma agressão. Mas é possível fazer uma outra leitura da mensagem postada no blog dos Caminheiros. O autor da crítica confirma, no ardente desejo de defender seus pares, o que a maioria dos umbandistas e candomblecistas suspeita: falta embasamento histórico e religioso seja para a defesa de um ou condenação de outro.
As religiões de matriz africana têm princípios rigorosos no que tange à moral e à paz. Não condenam qualquer religião. Aceitam todos os credos. Entendem que a fé e a prática religiosa são ditadas pelo livre arbítrio. Ou seja, todos têm liberdade para expressar o seu amor à imensurável magnitude e bondade de Deus com todos os seres que criou. As religiões de matriz africana enaltecem a misericórdia divina em todas as suas dimensões e a vida, até mesmo quando ela não se apresenta materializada diante dos nossos olhos.
Umbandistas e candomblecistas estão longe da presunção de que sua prática religiosa é a única forma de louvar a Deus. Ao contrário. Para os espíritas, é fundamental viver e deixar que todos vivam, porque na concepção maior da sua fé tudo que existe expressa a vontade de Deus. Até mesmo as atitudes arrogantes, violentas, prepotentes, radicais são importantes exemplos daquilo que não devemos cometer.
Portanto, a chamada intolerância religiosa praticada pelos neopentecostais raivosos é importante para que nos eduquemos na tolerância, na capacidade de perdoar e de exercitar a construção de uma cultura de paz, que deve se sustentar em um dos maiores ensinamentos de Jesus, o nosso Oxalá: "faça ao próximo aquilo que deseja para si mesmo".
Resta a todos umbandistas e candomblecistas lamentar e rogar a Olorum (Deus) que a sua luz permeie a mente desses neopentecostais que, mesmo empunhando a Bíblia, ignoram os ensinamentos de Oxalá. Usam a orientação divina, ensinada pelos apóstolos, para consolidar a violência, expandir o sofrimento e desrespeitar o próximo, ao qual deveriam devotar carinho e afeto.
Esse comportamento agressivo, além de seguir na contramão do que Oxalá (Jesus) tanto pregou aos seus seguidores e deixou de legado a todos os homens e mulheres, se aproxima muito de figuras da história que espalharam o terror pela humanidade, destruindo vidas e lares, movidos por sentimentos mesquinhos e rasteiros como a ambição, o ódio e o desejo de impor pelas armas e violência a sua forma egocêntrica de viver. Para ilustrar, basta citar Hitler, responsável pelo holocausto.
Impor hegemonias é algo ultrapassado, violento e contrário a própria diversidade que se manifesta nas diferenças étnicas e em tudo que compõe a natureza, essencial ao bem maior que é a vida. Tudo que existe, mas tudo mesmo, é obra de Olorum.
Assim, como é bom ser umbandista e estar afinado com as energias do amor, da luz, da compreensão e da caridade.
Aos irmãos neopentecostais desejamos que seus corações sejam banhados pela luz de Oxalá.

Comentários

creusa lins disse…
O texto mostra a verdadeira forma de se praticar a Umbanda, demonstrando que a prática da caridade não tem fronteiras religiosas. Por outro lado, faz-se necessário divulgar essas atitudes fanáticas e preconceituosas de algumas pessoas que se dizem religiosas mas no fundo de suas almas só existem ódio e desamor ao próximo.

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