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O fanatismo da empregada que quase queimou sua patroa


Por Átila Nunes

A propósito do incidente em que uma empregada fanática, dita evangélica, agrediu e quase incendiou a patroa umbandista no Rio de Janeiro por razões religiosas, cabem algumas observações para que todos nós reflitamos.

Como surgiu o termo fanático? Surgiu no século XVIII para classificar religiosos ou políticos extremistas. O fanático pode ser considerado perigoso? Sim, pode. E deve. O problema é que o fanático tem a certeza absoluta de suas verdades. Quem acredita, sem qualquer dúvida, das verdades “reveladas” para ele pelo seu Deus, não aceita questionamentos Afinal, “Ele” é o seu deus. E ponto final.

A irracionalidade é a principal característica do fanático. O maior exemplo é dos alemães, que sucumbiram à propaganda nazista, ficando convictos de que eram “puros” O fanatismo pode assumir a irracionalidade de homens-bombas, mas pode levar pessoas simples a praticar atos agressivos contra outras pessoas que não compactuam com sua fé. Os fanáticos, segundo Amós Oz, são aqueles que acreditam que o fim, qualquer fim, justifica os meios, que acham que a justiça – ou o que quer que queiram dizer com a palavra justiça - , seus valores, suas convicções e crenças são mais importantes do que a vida. São aquelas que, se julgam algo mau, consideram legitimo procurar eliminá-lo, junto com seus vizinhos.”

A religião foi útil – na verdade, ainda é útil – como justificativa para perseguições e assassinatos ao longo da história da civilização. O racismo, por exemplo, causou e causa mortes de seres humanos classificados como “inferiores” A grande ironia é que as religiões serviriam para aprimorar o ser humano, nos aproximando das divindades.

Mas o que vem acontecendo é o contrário: genocídios e perseguições ocorrem inacreditavelmente em nome de Deus! Como lidar com os que acreditam serem os únicos a professar a “religião verdadeira”? Como lidar com aqueles que julgam ser o “seu” Deus, o verdadeiro? Com aqueles que julgam os demais “infiéis”, “hereges” e “seguidores do demônio”? Queimar mulheres na fogueira não pertence ao passado.

Pessoas humildes, ignorantes, que sofrem lavagem cerebral diariamente em seus cultos, acabam convencendo-se que têm que exterminar seus semelhantes que crêem em outro Deus, que não o seu. Foi o que aconteceu com a empregada doméstica que trancafiou sua patroa e quase a queimou, “em nome” de seu Deus no Rio de Janeiro.

A culpa não é dessa pobre empregada doméstica. A culpa é dos espertalhões que enriquecem às custas de brasileiros e brasileiras humildes, assalariadas, de pouca cultura, que além de acabarem convencidas de comprar lotes no céu, sofrem uma lavagem cerebral do mais puro ódio contra todos aqueles que não seguem a sua fé. Imaginem o dia em que descobrirem que Deus não tem religião.
Muita paz!

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