Evangélica tenta atear fogo em umbandista

Por Diogo Dantas / O Dia on-line

Rio - A umbandista Cirene Dark, 54 anos, cardíaca, foi atacada dentro de sua casa em Pilares, na Zona Norte, pela empregada doméstica Nádia Pereira, uma pastora da Assembléia de Deus de Jardim América.A evangélica agrediu a senhora com um banco de madeira e ainda tentou atear fogo nela.
A família acredita que a tentativa de agressão tenha sido motivada por uma homenagem que Cirene faria para uma entidade da Umbanda. A denúncia foi feita pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que reúne membros da diversas religiões no Rio de Janeiro.
O fato foi registrado na 24° DP (Piedade) como cárcere privado, lesão corporal ou tentativa de homicídio, tentativa de incêndio, intolerância religiosa e dano.A agressora é pastora e missionária e teria um programa diário numa rádio pirata em Mesquita chamado "Profetizando Vitória".A vítima será ouvida novamente pelo delegado Antonio Ricardo, titular da 24° DP. "Foi feita uma busca na casa da agressora e não a encontramos. Ela foi intimada e deve prestar depoimento nesta sexta", afirmou o delegado.
Segundo ele, a mulher agredida já passou por exame de corpo de delito e o resultado deve ser divulgado em breve.Este é o terceiro caso atendido pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, em que religiosos da umbanda são agredidos fisicamente.

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Comentários

Anônimo disse…
Pela lógica do ordenamento jurídico e social do país, este seria o caminho mais prático, acordo com o comentário do irmão Eduardo. Porém, i sso não eliminaria a falta ostensiva de respeito que os neopentecostais tratam as religiões de matriz-africana. Essas atitudes violentas têm relação com a falta de educação dos dirigentes dessas igrejas e principalmente com a omissão do Poder Público diante do descumprimento dos mandamentos constitucionais. Cadeia pode ser uma medida de choque, mas talve insuficiente.

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