Orixás são o tema preferido dos leitores

Encerramos a nossa primeira enquete sobre os temas que devem ser tratados no blog dos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. O tema “Orixás” venceu com mais de 54% dos votos. Reencarnação ficou como segunda opção com 27% dos votos e “Tipos de Mediunidade” teve a preferência de 18% dos leitores. Antes desse resultado, o tema Orixás estava na pauta deste blog.
Na edição de 27 de fevereiro, ficou claro que os Orixás são os Espíritos Puros, ministros de Oxalá que comandam os menos puros — guias e protetores — que estão mais próximos de nós ou que precisam da materialidade do nosso corpo para se manifestar e expressar suas mensagens. A maioria deles está associada aos santos católicos. É o que chamamos de sincretismo religioso.
Ainda assim, muitas dúvidas tomam conta da nossa cabeça. Será que seríamos capazes de revelar quantas vezes, em silêncio, nos surpreendemos com as nossas dúvidas e nos perguntamos: Quem foram os orixás, quem são, como agem sobre os mortais, quais suas preferências, cores, oferendas, suas lendas, o que explica as diferenças de tratamento dentro das religiões de matriz africanas. O tema sempre mexe com o nosso imaginário, com a nossa fé e provoca discussões acaloradas.
E por que tudo isso ocorre? Diferentemente de muitas outras religiões seculares, as de origem africana, como a Umbanda e o Candomblé, não tiveram suas histórias escritas. A prática religiosa foi passada de forma oral de uma geração para outra. Ou seja, contada pelos mais velhos aos mais novos. As datações históricas são vagas, o que nos impede de visualizar cenários que expliquem o seu surgimento.
Há muitos autores que se dedicaram durante anos ou até por uma vida inteira ao estudo da Umbanda e do Candomblé, o que explica os pontos comuns existentes nas práticas dessas duas religiões, mesmo que não haja uma liturgia como ocorre no catolicismo, nos cultos evangélicos, nas igrejas ortodoxas, no islamismo e em muitas outras religiões.
O Candomblé tem rituais diferenciados em razão da origem (nação) dos diversos grupos africanos que foram trazidos ao Brasil como escravos. Cada um trouxe na bagagem a religiosidade da sua nação e formas próprias de expressar o culto aos Orixás, com base na tradição oral repassada a cada geração. Essas diferenças podem ser constatadas nas lendas, nas oferendas, nas cores das guias, das roupas, nos pontos cantados entre outros elementos que compõem os rituais.
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