Orixás: Diversidade de origens e culturas

- Parte 4

O Candomblé tem rituais diferenciados em razão da origem (nação) dos diversos grupos africanos que foram trazidos ao Brasil como escravos. Cada um trouxe na bagagem a religiosidade da sua nação e formas próprias de expressar o culto aos Orixás, com base na tradição oral repassada a cada geração. Essas diferenças podem ser constatadas nas lendas, nas oferendas, nas cores das guias, das roupas, nos pontos cantados entre outros elementos que compõem os rituais.

A Umbanda, por sua vez, é uma religião brasileira. Em 2008, os umbandistas comemoraram, em 15 de novembro, os 100 anos (um século) do surgimento da Umbanda, fundada pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, em Niterói, Rio de Janeiro. Mas, assim como a espiritualidade, a Umbanda transcende a nossa existência.

A prática umbandista se distingue em muitos dos cultos candomblecistas principalmente por não aceitar o sacrifício de animais e incorporar na sua doutrina os ensinamentos de Allan Kardec, tendo como base duas grandes obras do Codificador do Espiritismo — o Livro dos Espíritos e o Evangelho Segundo o Espiritismo.

A Umbanda tem fortes influências dos cultos africanos que aportaram no Brasil junto com os escravos. Agregou também ao ritual os elementos místicos dos povos indígenas e a orientação doutrinária do Espiritismo, codificado por Kardec.

A prática umbandista reconhece os Orixás e também guarda diferenças, que refletem a cultura local em que o ritual se realiza e que, em sua maioria, foi pautada pelos representantes das nações africanas que ali foram fixadas por imposição do regime escravagista. Cita-se como exemplo clássico dessa influência da matriz africana e dos aspectos culturais a associação entre Ogum e os santos católicos. Pelo sincretismo, no Rio de Janeiro, Ogum está associado a São Jorge. Na Bahia, Ogum é Santo Antônio ou São Sebastião, que corresponde a Oxóssi, no Rio de Janeiro.

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