Pretos velhos, sinônimo de amor e sabedoria

Os Pretos Velhos e Pretas Velhas – T.H.I.R



Ontem não teve cachimbo, fumo, arruda, guiné, café amargo, amendoim nem vinho moscatel. Só o coração e as preces solitárias ressoaram no universo as homenagens silenciosas às falanges dos pretos e das pretas velhas neste 13 de maio.

Ao contrário de anos anteriores, os Caminheiros de Santo Antônio de Pádua não puderam expressar a sua profunda gratidão a São Benedito e a todos os pretos e pretas velhas, como tradicionalmente ocorreu nos últimos 48 anos. Nem por isso a fé dos médiuns, frequentadores e amigos se tornou menor. As homenagens começaram no domingo, quando o médium Alex lançou um vídeo em louvor a todos os pretos e pretas velhas, saudando as entidades que se manifestam no centro. Uma belíssima, justa e sincera reverência!

A falange dos pretos velhos está na base triangular das energias espirituais da Umbanda. Eles são exemplos de humildade, fraternidade, sabedoria, resiliência e exercício contínuo e pleno do perdão. Formam uma corrente que se move no universo para bem conduzir todos na trajetória pelo plano material. 

A sabedoria de lidar com as ervas alivia o coração, a mente e corpo quando sentimos as dores da aflição. Nas baforadas do cachimbo ou do cigarro de palha emanam energias que limpa corpo espiritual. Eles são consoladores.

Entre as muitas virtudes, eles têm  paciência, serenidade  e a palavra certa que alivia a turbulência da mistura de sentimentos. São o ombro amigo de todas as horas. São expressão de fé incondicional em Zambi e nos orixás.

O 13 maio é data para festejar os pretos velhos. Mas todo o dia é momento certo para elevar o pensamento a eles pelo abraço misericordioso e cheio de acalanto que nos dão sempre que precisamos.

Adorê às almas!
Salve os pretos e pretas velhas!




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