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"Daí de graça o que de graça recebeste"

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Solidariedade é um gesto de amor e de paz Entre os muitos ensinamentos da Umbanda, há o que nos impõe "dar de graça o que de graça recebemos" que vem a ser o dom da mediunidade. Embora seja uma lição bíblica aos cristãos, ela está totalmente afinada com os valores umbandistas e com a sensibilidade  mediúnica para ser um elo entre a espiritualidade e plano material. Portanto, não estamos autorizados a precificar ou cobrar por essa oportunidade de ser um porta-voz das mensagens da espiritualidade aos chegam a uma casa umbandista. Tais mensagens não são produtos expostos em vitrines para venda aos clientes. Mas há quem as tratem como mercadorias, a fim de repassá-las a terceiros, por preços que entendem convenientes. Não estamos aqui para julgar e condenar que assim procede. Mas cabe-nos, como umbandistas, lembrar de uma das lições basilares desta prática de fé e de diálogo com o sagrado: dar de graça o que de graça recebemos. Há de se lembrar também que a escolha que fizemos pa...

Umbanda e Páscoa

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Embora a Páscoa seja uma celebração cristã, dela é possível extrair algumas boas lições que se aplicam a quaisquer denominações de fé, ainda que muitas tenham em seus valores civilizatórios ensinamentos muito semelhantes Quando os cristãos festejam a ressurreição de Jesus Cristo — sincretizado com o orixá Oxalá, filho de Deus,  Zambi  (bantu) ou de Olodumaré (iorubá) —, temos um exemplo da infinitude da vida, seja de forma material (corpo humano), seja como energia da consciência, que perpetua a existência do indivíduo no universo. A morte é a perda da energia vital, que deixa o corpo e segue para o espaço infinito. Ou seja, o ser se transforma em energia — algo que sabemos que existe, mas não conseguimos  tocar a sua materialidade. Na Umbanda, esse espaço infinito é constituído de camadas, que vão desde o umbral até a da espiritualidade maior (a energia refinada e pura), por elas estariam distribuídas as energias dos desencarnados. Por meio dessa visão, todos os seres sã...

Hoje tem festa no mar! Salve Iemanjá

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Hoje é dia de festa no mar. Hoje é dia saudar a grande mãe Iemanjá, que na língua iorubá significa "mãe dos peixes", ou seja, mãe dos orixás e de todos nós. Na Praça dos Orixás, em Brasília, os adeptos da afrorreligiosidade homenageiam a Senhora dos Mares, com uma grande festa e com participação das diferentes vertentes da umbanda e do candomblé. Iemanjá também é descrita como a divindade do rio que deságua no mar. Ela é filha de Olokun, o orixá rei dos oceanos. O rio que representa Iemanjá e sua história é o Rio Ogun, localizado no estado de Oxum, na Nigéria. Ela é orixá do amor, do acolhimento de adultos e crianças, sentimentos tão necessários em mundo conflagrado — guerras e expressões de ódios — que desumanizam a humanidade. Que as energias desta grande mãe dominem e amanse corações e mentes, cubram todos de muitas bênçãos e nos concedam a graça de um mundo melhor. Salve Iemanjá! Odoiá!

Zé Pilintra e os Caminheiros de Santo Antônio de Pádua

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A sede dos Caminheiros ainda funcionava na 408 Norte. Não lembro, exatamente, qual foi o ano. O terreiro era comandado pelo senhor Ogum da Floresta. E um certo dia, ao dar a mão a um paciente, eis que sinto uma vibração muito diferente. Ouvi seu Ogum, meu padrinho, dizer: "Não tenha medo, deixa ele chegar". Como sempre, entreguei-me de coração. Seja o que Zambi quiser, pensei, em meio àquela vibração estranha que tomava conta do meu corpo e mente. O espírito, com um gingado diferente, incorporou e cumprimentou a todos com um "boa noite". Ele foi orientado, pelo senhor Ogum da Floresta, a trabalhar para a pessoa que estava sendo atendida. Encerrado o trabalho, seu Ogum perguntou-lhe: “Qual é seu o nome?” Ele se identificou como Zé Pilintra. A partir daquele momento, ele passou a ser mais um, entre centenas de outros irmãos da espiritualidade, a compor a egrégora dos Caminheiros de Santo Antônio. Como médium nova e dominada pela natural insegurança  que todos temos, m...

Prece para festejar 51 anos dos Caminheiros

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Hoje é  um dia muito importante para nós! É  com orgulho e alegria, participarmos dos seu 51 anos de fundação.  Parabéns, CECSAP! Que possa continuar por muitos e muitos anos, cumprindo com seu lema, receber com amor e caridade a todos que a procuram para aliviarem os seus sofrimentos. Parabéns ao corpo mediúnico, que apesar de pequeno, não mede esforços para, juntos, realizar esse trabalho que tanto nos engrandece. Como não  poderia ser diferente, estaremos hoje, festejando o aniversário da nossa casa com uma linda prece.  Parabéns CECSAP!!! [Texto de Zenaide, diretora dos médiuns dos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua]

51 anos: Parabéns, Caminheiros!

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Sede dos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua: um espaço de fé e de dedicação à Umbanda Congá dos Caminheiros Hoje, 10 de agosto, o Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de  Pádua completa 51 anos. Mais de meio século de uma prática sinceraa da Umbanda, conduzida pelo mais puro sentimento de estender as mãos aos que precisam de juda.  Celebramos  a generosidade de Zambi, que nos concedeu a graça de termos um solo sagrado para uma conexão de fé e amor com a espiritualidade, tornando real a missão da fundadora Antônia Lins e sua egrégora — Ogum da Floresta, Sete Pedreiras e Pena Branca — exemplos icônicos de perserverança e fidelidade à missão que lhes foi dada.  Agradecemos a Zambi, aos orixás e ao nosso padroeiro Santo Antônio de Pádua pelas graças e conquistas alcançadas e pelo acolhimento generoso de todos os mentores espirituais — seres especiais que nos orientam e nos protegem.  Saudamos, com enorme alegria, a presença de todos os caboclos ...

Manoelzinho segue para a espiritualidade

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Manoelzinho: exemplo de fé e amor à Umbanda e ao próximo A vida no plano material é uma jornada efêmera . Cumprida a missão, voltamos à dimensão espiritual. O médium, amigo, irmão Manoel Antão Porcidônio, o Manoelzinho, voltou ao universo, na madrugada desta segunda-feira (6 de junho).   Ele deixa duas filhas e dois netos, aos quais manifestamos nossa solidariedade. Sentiremos saudade, um sentimento que manterá Manoelzinho sempre vivo entre nós, pelo seu exemplo de fé e compromisso com a espiritualidade. Ele chegou ao centro no desabrochar dos anos 1970. Sua fidelidade aos orixás, às entidades de Umbanda, ao Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua foi icônica, indiscutível e se mostrava em cada atitude e gesto em relação à casa e ao próximo. Durante a edificação da sede definitiva dos Caminheiro, lá estava ele. Não media esforços para colaborar. Para ele, não havia dificuldade instransponível. Manoelzinho tinha convicção de que "o problema" seria superado ...