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Salve Santo Antônio de Pádua

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O 13 DE JUNHO é uma data especial para os Caminheiros de Santo Antônio de Pádua.  A data é consagrada ao padroeiro da casa, o santo das causas e coisas impossíveis: Santo Antônio de Pádua ou Fernando Antônio de Bulhões (nome de nascença), nascido em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1195. Nascido em uma família nobre e rica, Antônio era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exército de dom Afonso e de Tereza Taveira. Neste ano, os Caminheiros antecipam as homenagens a esse magnífico ser de luz, a quem invocamos em todos os momentos em todos os trabalhos espirituais. Aos 19 anos, Antônio entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, mesmo contra a vontade de seu pai. Ali, no mosteiro, viveu por dois anos. Com uma grande biblioteca à sua disposição, Antônio avançou nos estudos e nas orações. Transferido para Coimbra, um dos mais importantes centros de estudos de Portugal, lá ficou por 10 anos. Até hoje, Coimbra tem enorme prestíg...

Domingo tem festa de Santo Antônio

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Salve os pretos velhos. Hoje é dia de festa

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Foto:reprodução_assema.com.br HOJE , a partir das 19h30, o Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua homenageia uma das mais belas falanges da Umbanda: os pretos velhos. A data alusiva a eles é 13 de maio, tida como a da libertação dos negros sequestrados na África e tornados escravos em terras brasileiras. Eles vieram do Congo, de Angola, de Benguela, da Guiné, de Moçambique, da Serra, de Aruanda. Foram milhões de negros. A maioria se tornou símbolo de resistência à opressão dos colonizadores europeus. Não se curvou aos maus-tratos pelos quais passou nas senzalas, não abriu mão da fé nem da cultura trazidas da terra de origem como bagagem nos porões dos navios negreiros. Por mais de 400 anos, essas pessoas viveram sob condições desumanas. Sobreviver era a superação do extremo, demonstração de força além do suportável. Eram tidas como “coisas”, “objetos”, seres sem alma, mas mercadoria de grande valia. Elas foram força motriz que patrocinou grandes riquezas materiai...

A todas as mães

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ESCOLHEMOS o poeta gaúcho para homenagear as mães. Mulheres de todas as raças e cores, de todas as crenças, de todas as origens. Mulheres que tiveram poucos ou muitos filhos e que, a cada um deles, expressou amor e carinho, estejam eles, ou não, ao seu lado, corresponderam, ou não, às suas expectativas, que estão, não vivos... Não importa. Ela ama a todos. As essas mulheres ricas ou pobres, mas guerreiras, as homenagens dos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua, por meio da linda poesia de Mário Quintana. Mãe Mario Quintana Mainha você merece tudo de melhor no mundo em troca do que me destes te dou o amor mais profundo tudo que eu possa te dar é pouco pra te pagar igual um cheque sem fundo Mãe que cuida bem dos filhos sabe a todos dar valor ela multiplica afeto subtrai deles a dor com os seus filhos amados soma, carinhos, cuidados e divide, muito amor A mãe que tem filho ausente sente dor no coração vive rezando pra deus ao filho dar proteção conta as horas ...

Dona Ana renasce no mundo espiritual

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Com profundo pesar e o coração cheio de tristeza, informamos o desencarne da irmã Ana, que incorporava o Sr. Ogum Beira-Mar, na manhã desta quinta-feira (11/5). Há várias semanas, ela estava afastada dos trabalhos espirituais, mas sempre presente na casa, para tratamento de saúde. Ela morreu em casa. Ana era a expressão da fé na espiritualidade e na força dos Caminheiros de Santo Antônio de Pádua. Não raro, em conversas particulares, ela fazia singelas declarações de amor aos Caminheiros. Exaltava as graças que havia conseguido ao longo da sua trajetória na instituição. Estava entre os primeiros frequentadores, quando o centro funcionava em uma edificação provisória, feita de pré-moldado, no local da construção de sua sede definitiva. Ela não deixará só saudades, mas um legado de exemplo de fidelidade e amor aos Caminheiros. Estamos convictos de que Ana foi acolhida e recepcionada com muito carinho pela espiritualidade na Aruanda, onde terá uma caminhada plena de conforto e aconc...

Em maio, saudaremos os pretos-velhos

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Chegamos à última semana de abril.   A partir de segunda-feira próxima, entramos em contagem regressiva para a festa de Preto Velho   — Adorê as almas! — uma das mais belas falanges da Umbanda. Ela é traz para mais perto de todos a relação com a nossa ancestralidade, com as tradições de matriz africana, que se traduz pelas diferentes origens dos pretos e preta velhas. Identificamos essas diferenças nos próprios nomes que eles assumem no terreiro: Maria Conga, Pai Benedito de Angola, Pai Guiné, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Maria da Bahia... São muitos e não saberíamos precisar — nem sabemos se é possível — quantos existem. Mas temos convicção de que eles estão nos terreiros de Umbanda, como referência de sabedoria, humildade, serenidade, magia, resignação, amor, caridade. Têm uma capacidade, como poucos de ouvir, e, para muitos, são os psicólogos da espiritualidade que colaboram para que as pessoas consigam superar as próprias dificuldades ou encarar, de forma diferen...

A diferença entre incorporação na umbanda e transe de orixá

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Embora haja muitos pontos comuns que unem umbandistas e candomblecistas, como o tambor, as ervas, o dendê, a fé em Zambi e nos orixás, que correspondem aos elementos da natureza, nem todos os adeptos da Umbanda conseguem compreender as nossas diferenças — a maior delas é o abate de animais, algo que não existe na Umbanda.  Do lado de lá, as dificuldades também são grandes, embora, boa parte dos terreiros de candomblé tenha um cantinho reservado para recepcionar os caboclos, pretos-velhos e crianças que incorporam na Umbanda. Esse desencontro sempre me incomodou. Afinal, estamos todos no mesmo barco nessa trajetória terrena. Hoje, como no passado, navegamos em águas turbulentas ante a intolerância religiosa e o racismo dos neopentecostais, que satanizam a nossa fé, ou seja, mais um ponto de convergência entre umbandistas e candomblecistas. Ainda assim, falta união e não temos compreensão dos fenômenos distintos que ocorrem nas duas práticas: umbanda e candomblé. Há algum tempo...