Salve Oxóssi! Salve todos os orixás!

 



Hoje, os Caminheiros de Santo Antônio de Pádua homenageiam o magnífico Oxóssi, senhor das matas, da sabedoria. Okê arô! O grande caçador provedor do alimento, da fartura, cujas flechas interrompem a jornada das más energias e nos defende de ataques perversos das forças negativas. O guerreiro das matas, com suas muitas falanges, criam escudos que nos protegem nesta caminhada terrena. É para ele e para aqueles os representa no terreiro de Umbanda, nossos caboclos, que os Caminheiros estarão direcionando sua expressão de fé e gratidão. 


E como não ter gratidão a Zambi, a Oxóssi e a todos os orixás? Estamos aqui lutando em meio à maior adversidade sanitária que transladou para o mundo espiritual mais de 215 milhões de brasileiros, devido ao ataque letal da covid-19, uma peste que furtou a vida de mais de 2 milhões de humanos em todo o planeta. Nós, sob a bênçãos de Zambi e de Oxóssi estamos vivos e com energias para louvar e dizer, quantas vezes forem necessárias, "muito obrigado" pela proteção, pelas bênçãos que recaem sobre nós e sobre aqueles que amamos. Obrigado, obrigado.... Okê arô!


Por mais que se repita o agradecimento ainda será pouco, principalmente quando estamos sob o teto da egrégora do centro, onde nossas energias são renovadas e fortalecidas para seguirmos firmes na nossa caminhada, convictos de que tamanha proteção é  sinal de que nossa missão deve continuar com fé e fidelidade a Zambi e aos orixás, nos mais perfeitos guardiões.


Hoje, reabrimos os Caminheiros, nosso centro de proteção. Abrigo seguro para louvar Oxóssi e estender o mais sincero sentimento de gratidão aos orixás.


Enquanto Oxóssi nos oferece alimentos para o corpo e para a alma, Ogum abre e nos aponta caminhos para seguirmos adiante. 

Xangô coloca pedras contras a injustiças, retira barreiras e aguça nosso discernimento para que nossas realizações sejam concretas. 

Nanã nos inspira com a sabedoria dos mais velhos e nos abraça para vencermos os pântanos e aprendermos a caminhar até mesmo quando a lama tenta nos afogar. 

Oxum, com suas águas doces, nutre nosso corpo, lava nosso espírito das larvas nocivas à nossa integridade mental, abre o ventre de Mãe Terra para a renovação da vida. 

Iemanjá, a grande mãe, senhora dos oceanos, nos aquece em seu colo acolhedor e pleno de carinho e nos fortalece com o sal da terra. 

Iansã, guerreira, senhora dos raios e dos ventos, traz a brisa que acaricia, um refrigério espiritual. 

Oxalá nos traz paz e serenidade, e nos abriga sob seu alá branco. 

Omulu e Obaluaiê pela saúde e resistência à peste que se alastra. 

E os Ibejis, como não ser-lhe grato pela mansidão e força consoladora em período de turbulência? Iguais sentimentos se estendem aos guardiões e guardiãs — exus e pombojilas — dos Caminheiros e que tornam as nossas casas porto seguro, além de nos proteger nos caminhos que percorremos durante essa trajetória terrena,


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