Jardim das Folhas Sagradas

http://www.jardimdasfolhassagradas.com/2011/filme.html
Desde as primeiras edições, em fevereiro de 2009, este blog tem se revelado um espaço contra os preconceitos, a intolerância religiosa e a homofobia. Posiciona-se claramente em defesa dos direitos humanos e das liberdades individuais e de culto. No próximo mês, chegará às telas dos cinemas brasileiros mais um trabalho do baiano Pola Ribeiro, jornalista, diretor, produtor e roteiristas, o longa-metragem Jardim das Folhas Sagradas, que tratará dos três temas.

Embora o protagonista seja um candomblecista, o filme não deve ser visto apenas pelo aspecto religioso ou rechaçado de bate-pronto por aqueles que não comungam do culto aos orixás. É preciso vê-lo como uma reflexão sobre o lastimável aumento da violência embutida no preconceito, na intolerância religiosa e na homofobia.

De acordo com a sinopse, Jardim das Folhas Sagradas é um filme de ficção construído a partir da história de Bonfim, um bancário bem sucedido, negro e bissexual, casada com uma mulher branca e evangélica. Ele vive em Salvador, a moderna capital baiana, e recebe a incumbência de montar um terreiro de candomblé no espaço urbano.

A saga de Bonfim abre conflitos interiores e externos. Para cumprir a missão que lhe foi dada, terá que enfrentar a especulação imobiliária em uma cidade de crescimento vertiginoso, o preconceito e a intolerância religiosa. Daí, surgem os questionamentos internos sobre a tradição da sua religiosidade. Como montar um ambiente sagrado e de respeito à natureza diante das contradições e conflitos impostos pela modernidade?
Em Brasília, o filme chega em 4 de novembro no Cine Mark do Plano Piloto e de Taguatinga, assim como em muitas outras capitais do Nordeste, e promete ser um bom programa para o fim de tarde no sábado.

Quem é Pola Ribeiro
Formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Pola já produzia filmes em Super-8 antes de entrar no ensino superior. Acumula no currículo cerca de 40 filmes exibidos em festivais, mostras e cineclubes. Alguns deles, a exemplo de A Lenda do Pai Inácio — que levou 8 prêmios nacionais e latino-americanos, e foi considerado o melhor filme brasileiro de 1987.
O envolvimento com o cineclubismo o aproximou de publicações especializadas da área. Ele se tornou colaborador e membro do Conselho Editorial da revista Cine Olho, da USP, dirigida por Arlindo Machado. Pola Ribeiro foi também produtor e assistente de direção em diversos trabalhos cinematográficos na década de 1970.   

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