PARCEIRO NA SOLIDARIEDADE

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Câmara deverá ter frente em defesa dos terreiros

Nas últimas eleições, a presença dos negros
na Câmara cresceu de 5% para 8,5%

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF), há muito engajada na defesa dos interesses e direitos dos terreiros de umbanda e candomblé, está empenhada em criar dentro do Congresso Nacional uma Frente Parlamentar em Prol das Comunidades de Terreiro. Diferentemente de outros grupos religiosos organizados e reconhecidos no país, umbandistas e candomblecistas não contam com uma representação na Câmara ou no Senado.

Em contrapartida, os evangélicos formam uma bancada, com força suficiente para influir no resultado das votações. Os católicos também têm representantes, que conseguem expressar força com o apoio da secular estrutura da Igreja Católica.

Hoje, apesar de todas as tentativas de tornar invisíveis as religiões de matriz africana e negar a sua forte presença nos matizes do tecido cultural brasileiro, os dirigentes buscam se organizar. Para ilustrar, basta uma rápida pesquisa na internet para se constatar o elevado número de sítios umbandistas, candomblecistas e espíritas, com seguidores dentro e fora do país.

A formação de uma frente é indispensável para o enfrentamento dos grandes problemas que afetam os adeptos das religiões de matriz africana, a começar pela intolerância religiosa, patrocinada, em grande parte, pelos evangélicos neopentecostais, que usam táticas de violência e vandalismo contra os terreiros.

Embora nem todos os negros sejam adeptos das religiões de matriz africana, as eleições de outubro de 2010 ampliaram a bancada de afro-descendentes no Congresso Nacional. De acordo com o levantamento da União de Negros pela Igualdade (Unegro), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, a representação de negros na Câmara passou de 25 (5%), no começo de 2007, para 43 (8,5%) na atual legislatura. No Senado, continuaram os dois senadores, Paulo Paim (PT-RS) e Magno Malta (PR-ES). Este último, integrante da bancada evangélica.

Sensibilização

Foi adiado, sem data ainda marcada, o café da manhã organizado por religiosos de matriz africana de Brasília, o café da manhã, inicialmente previsto para o dia 16 próximo, no Congresso Nacional, com o objetivo de sensibilizar os parlamentares sobre as necessidades das comunidades de terreiro em todo o país. A intenção é reforçar a importância de criação de uma Frente Parlamentar em Prol das Comunidades de Terreiro.

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